Pelos menos em cobranças de pênaltis o time da Ponte Preta é bem treinado

Foram 14 contra 13 convertidos pelo Botafogo (SP)

Pelos menos em cobranças de pênaltis o time da Ponte Preta é bem treinado

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Até contra o desfalcado Botafogo de Ribeirão Preto, o time da Ponte Preta provoca susto em seu torcedor.

Isso ocorreu na noite desta quinta-feira em Campinas, na largada de ambos no Troféu do Interior, em partida que terminou com empate sem gols no tempo normal.

Assim, conforme prevê o regulamento, a definição ocorreu através de cobranças de pênalti, com vitória pontepretana por 14 a 13, sendo que os vencedores apontaram erro apenas com Renatinho, enquanto os visitantes desperdiçaram cobranças através de Martineli e Renatinho.

CORRERIA

Boleirada da Ponte Preta quis dar resposta aos críticos e correu até demais durante o primeiro tempo, diante de um desarrumado Botafogo, que veio a Campinas desfalcado.

A Ponte colocou em prática intenso volume de jogo ofensivo durante aquele período, explorando espaços deixados pelo adversário.

Assim, até o volante Dawhan contrariou as suas características e copiou atribuição de atacante ao arrancar com a bola, e desvencilhar-se de três adversários antes do chute cruzado que passou perto do goleiro Caio.

Meia Camilo, lançado pela esquerda, cruzou rasteiro e o lateral botafoguense Pará foi preciso na interceptação da jogada, quando o atacante Paulo Sérgio, da Ponte, já se preparava para finalizar.

Sem que o Botafogo incomodasse, a Ponte mandava no jogo. Aí, em cobrança de falta de Camilo, a bola tocou no travessão e saiu.

Esclarecendo: viu-se na Ponte antes do intervalo muita transpiração, incrível apetite nas divididas e volume de jogo ofensivo, sem que isso representasse criatividade.

RENATINHO MAL

Como o centroavante Paulo Sérgio voltou a não convencer, foi substituído pelo ainda fora de forma Renatinho, no início do segundo tempo, exatamente quando o time pontepretano reduziu a intensidade, até porque seria impossível a manutenção daquele ritmo acelerado.

Mesmo assim, em arrancada de Apodi pela direita, o cruzamento chegou na cabeça de Camilo, que errou a testada e desperdiçou chance de ouro logo aos três minutos.

Foi só. Até o revezamento que Apodi e Dawhan faziam para confundir a marcação do Botafogo pela ala direita já não provocava intensidade, e viu-se na sequência a conhecida e contestada performance da Ponte Preta ao longo do Paulistão.

Menos assediado, o Botafogo diminuiu erros de passes e precipitação de jogadas. Seus zagueiros, até então apenas rebatedores, já puderam passar a bola.

Com a pegada no meio de campo pontepretano afrouxada, os botafoguenses passaram a conduzir a bola por ali, sem que isso resultasse em força ofensiva.

De tão amarrado que estava o time, prudentemente o seu treinador Argel decidiu rejuvenecê-lo com entrada de garotos como Caetano e Bruno, resultando em melhoria de rendimento.

YGOR VINHAS

Foi aí que o Botafogo assustou em duas jogadas, em finalizações de seu atacante Renantinho.

Primeiro quando o centroavante Neto Pessoa não conseguiu desviar da bola, que bateu em sua perna. Depois quando o goleiro pontepretano Ygor Vinhas praticou a defesa do jogo, espalmando para escanteio.

Depois disso, o jogo se arrastou até os 48 minutos com os respectivos goleiros apenas assistindo.

BOBAGEM

E como dizia o filósofo de botequim, é preferível ouvir bobagem de que ser surdo.

Acreditem: comentarista de televisão teve a ousadia de falar que o time da Ponte ‘é muito bem treinado’.

Vou repetir o que ele disso: “O time da Ponte é muito bem treinado’.

Pois é, se já não se faz boleiros, treinadores e dirigentes como antigamente, reconheçamos que muitos curiosos empunham microfones de rádio e televisão por aí. E também fingem que analisam futebol quando escrevem.