Pelo fim das equipes B

A presença de equipes “B” em competições oficiais deveria ser proibida. Inicialmente porque os clubes que se apresentam com times paralelos tratam a competição com desleixo e, principalmente, porque restringe a presença de outros clubes. Querer usar a Europa como referência é uma bobagem, já que lá a realidade da política esportiva e econômica é totalmente diferente.

Prova do mal que fazem os times “B” é a Copa FPF, que tinha tudo para ser um torneio interessante para as equipes paulistas que não estão em nenhuma competição nacional, mas virou um campeonato semi-amador, com pouco público, baixa qualidade técnica e total descaso dos clubes participantes.

Das 28 equipes que começaram a Copa FPF, exagerados dez times eram equipes “B”, além do Palmeiras, que tem dois times oficiais registrados na FPF – é só pagar a taxa de anuidade em dobro. Exceção do Juventus, todos os times “B” foram mal, já que a prioridade era a competição nacional e a Copa FPF apenas um laboratório.

O mais grave é que a Federação Paulista de Futebol incentiva e até força para que as equipes que estão nas competições nacionais disputem simultaneamente a Copa FPF, em prejuízo a outros times que acabam ficando sem calendário.

Bem organizada, com os clubes tendo mais jogos e com uma metodologia criativa de marketing, a Copa FPF tinha tudo para empolgar o interior de São Paulo, como, aliás, acontecia até 2002. Um exemplo é o Marília, que vinha de um processo de deterioração e que começou a se arrumar justamente a partir da Copa FPF de 2001, sendo hoje é uma referência no futebol brasileiro.

O mínimo que se espera é que no próximo ano a Federação Paulista de Futebol reveja seus equivocados conceitos e faça da Copa FPF uma competição atraente e dinâmica.

Direito Desportivo
O Portal Futebol Interior (www.futebolinterior.com.br) terá um espaço para discutir as questões do Direito Desportivo. A partir de hoje, o advogado pernambucano João Marcelo Neves (foto) estará escrevendo semanalmente sobre o polêmico tema em mais uma prestação de serviço do Futebol Interior para a comunidade esportiva.

Novas equipes na A-3
Os quatro times que subiram da Segunda Divisão Paulista para a Série A-3 de 2008 têm pouca tradição no interior: Oeste de Presidente Prudente, Força de Caieiras, Itapirense de Itapira e Penapolense de Penápolis nunca estiveram no bloco de elite, mas mereceram o acesso.

Técnicos “pé quente”
Nesta luta pelo acesso, méritos para alguns treinadores. Lelo, do Penapolense, conseguiu seu quarto acesso; Paulinho Ceará (foto) “segurou a onda” no Itapirense e o experiente Walter Zaparolli quase levou a Lemense à série A-3, com uma recuperação fantástica na reta final da competição. O Força,d e Caieiras, é dirigido por Ricardo Pinto, ex-goleiro do Fluminense.

Ferroviária atrás do bi
Subindo no momento certo, a Ferrinha é semifinalista da Copa FPF. O clube continua coeso sob o comando do presidente Welson Alves Ferreira Junior, contando com o apoio do prefeito Edinho. E o técnico é o mesmo do ano passado: Edison Só.