PB: Depois de ’cai-cai’ e diarréia, dirigentes trocam farpas
Guarabira, PB, 20 (AFI) – Problemas intestinais ou medo? A pergunta está sendo feita por toda a Paraíba e diz respeito ao encerramento do jogo entre Sousa e Desportiva, válido pela terceira rodada do returno do Campeonato Paraibano 2008, realizado na noite desta quarta-feira 19, no Estádio Antonio Mariz, o Marizão, na cidade de Sousa.Os presidentes dos clubes discordam nas respostas e não assumem culpas. O confronto foi encerrado aos 39 minutos do segundo tempo, quando o placar marcava 4 a 0 para os donos da casa e o árbitro Flávio Moreira precisou apontar o centro do campo por falta de jogadores da equipe visitante dentro das quatro linhas.
O presidente da Desportiva, Domingos Sávio, falou que toda a delegação, com exceção de quatro atletas, teve problemas estomacais, provavelmente ocasionados por má alimentação. De acordo com ele, o grupo chegou ao Hotel Ribeirão, por volta das 21 horas, e às 22 jantaram. Já na manhã do dia seguinte começaram a sentir o problema.Quando questionado se este fato teria ligação com algo ou alguém, ele preferiu não fazer acusações.
“Não podemos afirmar aquilo que não temos provas. Temos o laudo médico do hospital que nos atendeu, mas não podemos acusar, afinal teve uma variedade muito grande de pratos no jantar, então não podemos dizer o que fez mal”, disse Sávio.Já o presidente do Sousa, Aldeone Abrantes, afirmou que a Desportiva ficou com medo de levar uma goleada histórica e foi irônico.
“Teve jogador que saiu sentindo o tornozelo, o goleiro disse que tinha levado uma pancada no queixo. Eu nunca vi dor de barriga no tornozelo, nem no queixo”.Aldeone informou ainda que a direção do hotel pretende processar a equipe de Guarabira. Domingos adiantou que comunicou a direção que estavam com sintomas, mas não exigiu providências já que não há provas concretas.
O embate foi encerrado aos 39 da etapa complementar, mas o dirigente do time sertanejo disse que o jogo terminou ainda no primeiro tempo. “Na saída para o intervalo eles começaram a cair. A partir dos cinco minutos a gente começou a jogar porque eles só ficavam caindo. Foi uma palhaçada, um circo, que quem assistiu ao jogo viu”, afirmou Aldeone
O dirigente do Sousa declarou que ouviu uma entrevista de Sávio, na qual ele dizia que os jogadores já vinham doentes dentro do ônibus a caminho do alto sertão. Ele salientou que só foi encerrado porque não tinham mais condições de continuar e citou o nome do dirigente sousense.
Segundo Sávio, havia a possibilidade de não ir ao jogo, “afinal estávamos passando mal desde a manhã. Mas existe um regulamento que poderia nos prejudicar, então fomos ao jogo, passamos todo o primeiro tempo e a partida terminou aos 39 do segundo tempo”.
“Nós sabemos da importância do torcedor que paga o seu ingresso e fomos jogar. Eles estavam ganhando de 4 a 0, ainda acharam pouco? Aldeone queria o que? Humilhar?”, indagou Sávio.Quando questionado se o resultado teria sido em razão dos sintomas, ele foi enfático:
“O Sousa é uma grande equipe, eu considero uma das melhores do Paraibano”.Mas ele não gostou da forma como foi tratado na saída do campo pelo presidente do Alviverde.
“Aldeone nos disse que em Campina Grande aconteceu a mesma coisa com eles. Deu a entender outra coisa e a gente ficou se perguntando porque eles passaram em Campina Grande era obrigado fazer conosco?”, disse.Aldeone também recordou este fato ao falar com a reportagem do Agora Esportes, da Paraíba.
“Eu tive este mesmo problema e joguei de igual para igual com o Treze na final do primeiro turno e aqui é essa palhaçada”.Antes da partida contra o Treze, os jogadores Fredson, Alison, Camilo e Jefferson tiveram problemas estomacais, foram atendidos e destes apenas o primeiro não atuou. Este confronto terminou com o placar em 2 a 1 para o Treze.
O que será feito?“Eu só posso fazer aquilo que tenho provas, mas não tenho provas concretas”, declarou.
Domingos Sávio falou que uma diretoria não responde só pelo presidente, mas por ele a história já terminou.
Aldeone Abrantes não pretende tomar qualquer providência a respeito. “Os clubes que estão perto do rebaixamento que precisam procurar por isto, já que o Guarabira tem que perder pontos. O Tribunal precisa rever a fita do jogo e tomar as devidas providências. Esse cai-cai é conhecido no futebol brasileiro e todos que fizeram isto foram punidos”, disparou.
Seriedade do casoEle citou a Rede Globo como exemplo. Além da emissora, outros meios também brincaram com o fato que teve repercussão nacional.
O presidente da Desportiva salientou que estão ironizando o seu time em alguns meios de comunicação e que se trata de um assunto sério que é ligado à saúde de pessoas.
Daqui pra frente“Temos um espaço muito curto de tempo para a melhora dos jogadores visando o jogo do sábado e essa é a nossa preocupação”.
Sávio garantiu que agora só pensa no próximo jogo. No próximo sábado, a Desportiva enfrenta a Queimadense, às 15h15, no Estádio Presidente Vargas, em Campina Grande.





































































































































