Paulo Roberto completa 26 anos como técnico e comemora grandes conquistas

Conhecido como "Luxa do Interior", Paulo Roberto Santos virou um verdadeiro papa-acessos

O treinador Paulo Roberto Santos, 53 anos, completou 26 anos como treinador, carreira iniciada em 1988 no Pouso Alegre e passando por 31 clubes do Brasil e exterior. Nestes anos todos, com seu trabalho

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Sorocaba, SP, 01 (AFI) – O treinador Paulo Roberto Santos, 53 anos, completou 26 anos como treinador, carreira iniciada em 1988 no Pouso Alegre e passando por 31 clubes do Brasil e exterior. Nestes anos todos, com seu trabalho, o treinador se tornou um dos especialistas em acessos no futebol paulista e brasileiro, sendo o último neste primeiro semestre de 2014 com o São Bento. Nesta data, o treinador falou ao Futebol Interior destas mais duas décadas de futebol na espinhosa e instável função de treinador.

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O técnico acumulou mais de uma dezena de acessos: Pouso Alegre Minas de Boa Esperança, Unaí, Rio Claro, seis acessos, São Bento, entre outros. E títulos como da Copa Paulista pelo Atlético Sorocaba, campeão do interior pelo Arapongas, dois títulos de campeão brasiliense pelo Gama-DF, títulos mineiros pelo Unaí, Pouso Alegre (divisão de acesso), entre outros.

“Foram 26 anos de aprendizado. Em cada ano, cada clube, cada torneio, uma lição que a gente vai acumulando na carreira para atingir nossos objetivos”, comentou Paulo Roberto.

Primeiro acesso e a ida para o Centro Oeste
“Esse primeiro acesso (com o Minas), em 88, foi o mais complicado, por ser o primeiro e porque estávamos em transição de atleta para treinador, por isso foi tudo mais difícil e depois vieram conquistas no Unaí, até então desconhecido, o levando para a primeira do mineiro. A cidade ficava a 120 quilômetros de Brasilia. Daí o Gama era o time do momento no Distrito Federal e nos convidou, aceitamos o desafio e tivemos dois títulos lá, felizmente”, recordou.

Oriente Médio
O técnico depois foi para o exterior e trabalhou na Arábia Saudita, no Al watani: “Trabalhar no Oriente Médio foi uma experiência de vida e profissional que não tem preço. Sem falar que já naquela época os treinadores eram muito valorizados lá. Mas chega uma hora que você sente a necessidade de retornar e no final de 2000 fui para outro desafio, que era montar o Rio Claro, a convite do saudoso diretor Kleb Moura, com quem já tinha trabalhado na década de 90”, detalhou o treinador.

Da quinta divisão para a elite
Paulo Roberto conta que chegou ao Rio Claro com uma missão das mais complicadas. Montar e comandar sem muitos recursos e estrutura, um time na quinta divisão Paulista (extinta B-3) e tentar levar o mais longe possível. E conseguiu. Da quinta para a primeira divisão foi um cansativo, mas persistente e bem planejado trabalho, que ganhou o respeito de todos na cidade de Rio Claro e no futebol paulista.

“O Rio Claro, quando entramos, era um clube sem nenhuma expressão dentro e fora de campo e essa credibilidade foi sendo conquistada com os sucessivos acessos. Sucesso obtido somente com a sequência de um trabalho, comprometimento do grupo e diretoria. Nos dois primeiros anos, as dificuldades financeiras foram as maiores possíveis e os bons resultados constantes e a afirmação no futebol paulista nos ajudaram muito a superar essas dificuldades”, explica Paulo Roberto.

Rio Claro
O trabalho do treinador e ciclo vitorioso atingiu em 2006 o acesso para a primeira divisão paulista, o sonho do todo técnico, mas o técnico acabou saindo.

“Daí para frente o clube ficou refém de empresários, muitos deles aproveitadores e oportunistas, que pouco entendem de futebol, mas querem escalar contratar e etc… Por isso só dirigi cinco jogos do Paulistão de 2006. E após uma derrota para o São Paulo, saímos, pois diziam que não tínhamos o perfil dos administradores. Infelizmente para profissionais com o nosso perfil, muitos clubes hoje são tocados dessa forma”, diz o treinador.

Títulos no Galo, Arapongas e acesso no Bentão
Após o título da Copa Paulista com o Atlético Sorocaba, Arapongas, vaga na Série C do Brasileiro, Paulo Roberto assumiu neste ano o São Bento com a responsabilidade de substituir Edson Vieira, que tinha conquistado o título da A-3 e conquistado o acesso e o coração dos torcedores.

“Sempre confiei em nosso trabalho no São Bento, mesmo com um orçamento muitas vezes inferior de outros clubes que jogaram a A-2, com planejamento bem feito e bem executado, apoio de uma diretoria que fez o que pôde e não pôde neste torneio pelo clube, um grupo focado e aplicado no seu objetivo, e apoio irrestrito do torcedor de Sorocaba, conseguimos essa acesso difícil”, frisou Paulo Roberto.

Futuro
Agora, Paulo Roberto descansa em Rio Claro, depois de ir ao Rio de Janeiro, depois do acesso pelo São Bento. O treinador já começa a pensar em futuro. Segundo ele, já houve sondagens de outras equipes, mas nada de concreto para o segundo semestre.

“Conversei com os diretores do São Bento, e segundo eles, meu nome é a a prioridade para a Série A-1, mas não tem nada certo ainda. Vamos aguardar. O certo é que eu quero trabalhar neste segundo semestre.

O treinador não confirma, mas fontes de Sorocaba informaram que além de outros clubes, quem estaria interessado na contratação de Paulo Roberto seria o Atlético Sorocaba, time que Paulo Roberto já teve uma ótima passagem de 2006 a 2008. Sobre o assunto, Paulo Roberto desconversou.

“Oficialmente, nada chegou até mim sobre essa ou outras equipes. De oficial, somente o interesse da diretoria do São Bento para dar sequência ao trabalho iniciado neste ano, visando a primeira divisão”, finalizou o treinador.

Os 26 anos de carreira do treinador – total 31 clubes

São Paulo – 13 clubes

Rio Claro-SP – 1992, 2000 a 2003,2005, 2006, 2007, 2012, 2013
Atlético Sorocaba -SP – 2007 a 2009 e 2010 e 2011
Independente-SP -2003, 2004
São Bento-SP – 2014
Santo André-SP – 2013
América-SP – 2012
União Barbarense-SP 2010

Rio Branco-SP – 2009

Botafogo-SP – 2007

Barueri-SP – 2006

Batatais-SP – 2004
Capivariano-SP – 2003

União São João-SP – 2003

Paraná -1 clube
Arapongas-PR – 2012

Minas Gerais -10 clubes

Esportiva-MG 1994, 1998

Ituiutaba-MG 2010
Araxá-MG – 2004
Fabril-MG – 2003
Alfenense-MG -1995
Unaí-MG – 1993

Mariense-MG 1991

Patrocinense-MG -1990

Minas-MG – 1989

Pouso Alegre-MG – 1988

Pará – 1 clube

Paysandu-PA -2007

Distrito Federal – 2 clubes

Gama-DF – 1994, 1998

Paranuá-DF – 2004

Goiás – 1 clube
Anapolina-GO – 1999

Exterior – 1 clube
Alwatani (Arábia Saudita) – 1997, 1998

Rio de Janeiro -1

América-RJ (Juniores) 1988