Paulo Garcia desiste de eleição e Citadini ganha força contra situação no Corinthians

Empresário usou como argumento o fortalecimento da oposição e o uso de urnas eletrônicas para retirar candidatura

Candidato à presidência do Corinthians, Paulo Garcia, anunciou a desistência de sua candidatura. Antônio Roque Citadini ganha força como principal opositor a Roberto de Andrade.

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São Paulo, SP, 15 (AFI) – Uma verdadeira bomba agitou os bastidores do Corinthians e promete mudar os rumos das eleições, que acontecem no dia 7 de fevereiro. Na manhã desta quinta-feira, o candidato à presidência do Timão, Paulo Garcia, anunciou a desistência de sua candidatura. Com isso, Antônio Roque Citadini ganha força como principal opositor a Roberto de Andrade, o candidato da situação. O terceiro nome é Ilmar Schiavenato.

Garcia usou dois argumentos para anunciar sua retirada do pleito. O principal deles, é que “a oposição dividida em duas candidaturas não ganharia a eleição”. Além disso, executivo da empresa Kalunga também afirmou não concordar com a votação eletrônica. Na visão dele, como não são utilizadas urnas do Tribunal Regional Eleitoral (TER), como determina o Estatuto do clube, aumenta-se o risco de que as possam ser controlada por um programa viciado.

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A “saída de cena” foi um epílogo de um forte assédio de Roque Citadini sobre Garcia iniciado nos últimos dias. Citadini sempre defendeu a existência de um só candidato de oposição, mas colocando sempre a condição de que o candidato a presidente fosse ele próprio.

A surpresa da decisão de Garcia é o fato de ele ter contratado um instituto de pesquisa há cerca de três meses para monitor as intenções de votos dos associados. O empresário, inclusive, chegou a informar seus principais aliados que liderava, até com folga, a corrida presidencial. Interlocutores de Garcia afirmavam que ele possuía mais de 30% das intenções de voto contra menos de 20% de Citadini.

Garcia fez questão de conservar em sigilo o nome e os dados completos do levantamento, mantendo apenas ele, contato com a empresa contratada.

Entendendo que esta era uma decisão pessoal e um estilo de Garcia, seus aliados não cobravam mais informações. As que eram passadas, porém, apontavam nos últimos dias que Garcia mantinha uma vantagem de cerca de mais de 10 pontos para Roberto Andrade e outra maior ainda com relação a Citadini.

De qualquer maneira, mesmo com a chapa de conselheiros montada (o prazo para a entrega da mesma é esta sexta-feira), Garcia decidiu abandonar a idéia de concorrer pela quarta vez ao cargo de presidente.

Com Ilmar Schiavenato, aparentemente, com poucas chances eleitorais, o pleito fica afunilado nas candidaturas de Garcia e Citadini.