Paulistão: Torcida da Ponte tenta invadir vestiário e briga com seguranças

Os jogadores ficaram bastante assustados e a coletiva de Alexandre Gallo demorou para começar

Os jogadores ficaram bastante assustados e a coletiva de Alexandre Gallo demorou para começar

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Campinas, SP, 24 (AFI) – O vexame protagonizado pela Ponte Preta nesta quarta-feira, ao perder para o Mogi Mirim, por 1 a 0, em pleno Moisés Lucarelli, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, foi a gota d’água para os torcedores alvinegros. Após o apito final, cerca de dez pessoas tentaram invadir o vestiário para cobrar os jogadores e acabaram entrando em confronto com seguranças dos próprios clubes, já que a Polícia Militar havia ido embora do local.

Indignados com o tropeço em casa para um dos lanternas do campeonato, os torcedores tentaram arrombar a porta do vestiário e quebraram alguns vidros que ficam na entrada principal do Majestoso. Como a PM havia ido embora, coube aos seguranças do clube garantirem a segurança de jogadores, dirigentes e membros da comissão técnica. Todos estavam bastante assustados com o quebra-quebra do lado de fora.

Torcida pontepretana não aceitou a derrota para o Mogi Mirim nesta quarta-feira

Torcida pontepretana não aceitou a derrota para o Mogi Mirim nesta quarta-feira

A entrevista coletiva de Alexandre Gallo demorou um pouco mais que o normal para ser iniciada justamente por conta de toda essa confusão. Com os ânimos controlados, o treinador disse entender a revolta dos torcedores por conta do resultado negativo, que deixa a Ponte distante das quartas de final e correndo sério risco de rebaixamento à Série A2 do Paulista.

“Temos que entender a torcida. Se eu tivesse na arquibancada, torcedor da Ponte como sou hoje, não poderia aceitar essa situação. A equipe jogou com um homem a mais quase o jogo todo e os números são inferiores ao adversário. Temos que entender, respeitar os torcedores, mas internamente precisamos tentar e eu confio muito que vamos sair logo dessa situação para pensarmos somente no Brasileirão”, comentou Alexandre Gallo.

UMA HORA IA EXPLODIR
A paciência dos alvinegros estava por um fio há algum tempo e os principais culpados disso tudo foram os dirigentes, que falaram durante toda a pré-temporada que a Ponte Preta iria disputar o Paulistão pensando no título, mas esqueceu de montar um elenco qualificado para brigar por tal objetivo. Com jogadores abaixo da crítica e setores com poucas opções, a Macaca acumulou tropeços atrás de tropeços no campeonato, tanto que hoje briga mais contra o rebaixamento do que para se classificar.

Irritados com os desempenhos dentro de campo, a torcida já havia protestado após a derrota para o Santos e o empate contra o São Bento. Nesta quarta-feira, as vaias e gritos de “vergonha, vergonha, vergonha” começaram logo aos 35 minutos do segundo tempo e muitas pessoas já haviam deixado o Moisés Lucarelli quando saiu o gol do Mogi Mirim.