Paulistão: Torcida da Ponte protesta e treinador pede paciência
Após não apresentar um bom futebol na estreia ao perder para o Oeste, por 3 a 1, em Itápolis, a Ponte entrou em campo pressionada
A derrota para o Santos, por 2 a 0, em pleno Moisés Lucarelli, na última quarta-feira, não caiu bem entre os torcedores da Ponte Preta
Campinas, SP, 04 (AFI) – A derrota para o Santos, por 2 a 0, em pleno Moisés Lucarelli, na última quarta-feira, não caiu bem entre os torcedores da Ponte Preta. Membros das torcidas organizadas protestaram após o apito final e entraram em conflito com a Polícia Militar em frente ao portão principal do estádio. Enquanto isso, na sala de imprensa, o técnico Vinícius Eutrópio pedia tranquilidade e mostrava otimismo em relação ao futuro da Macaca no Campeonato Paulista.
Após não apresentar um bom futebol na estreia ao perder para o Oeste, por 3 a 1, em Itápolis, a Ponte entrou em campo pressionada. Diante de pouco mais de sete mil pessoas, o time comandado por Vinícius Eutrópio apresentou os mesmos erros da primeira rodada, principalmente no setor defensivo, e só conseguiu equilibrar a partida porque o Santos tirou o pé no segundo tempo. Dessa vez, porém, a torcida alvinegra não teve a mesma paciência.
Gritos como “vergonha, vergonha, vergonha” e “queremos jogador, queremos jogador, queremos jogador” foram ouvidos pelos comandados de Vinícius Eutrópio na saída do gramado. De cabeça quente após mais um tropeço, muitos deles rejeitaram dar entrevista aos jornalistas presentes, como o zagueiro Ferron e os atacantes Alexandro e Rhayner.
Logo depois da partida, em frente ao portão principal, alguns membros das torcidas organizadas continuaram o protesto. A Polícia Militar (PM) chegou abusando da força, o que deu início a uma confusão do lado de fora do Moisés Lucarelli. Torcedores atiraram pedras e paus em direção aos policiais, que revidaram com bombas e tiros de borracha. O corre corre durou pouco mais de cinco minutos.
ATÉ QUANDO?
Enquanto a torcida expressava seu nervosismo com a atual situação do time, o técnico Vinícius Eutrópio procurava manter a tranquilidade e o otimismo, tanto que garantiu a presença da Ponte Preta nas quartas finais do Paulistão – algo improvável pelo futebol apresentado nas duas primeiras rodadas.
“A torcida apoiou durante o jogo e é normal que faça pressão, pois é uma torcida apaixonada. Mas importante deixar claro que temos apenas cinco dias de campeonato e podem ter certeza que nós vamos chegar, vamos nos classificar e fazer um grande Paulistão”, afirmou o treinador.
Vinícius Eutrópio lembrou que o Santos manteve a base do ano passado e por isso está bem mais entrosado do que a Ponte Preta, que perdeu jogadores importantes – Marcelo Lomba, Rodinei, Renato Chaves, Fernando Bob e Biro Biro – e teve que iniciar um novo trabalho nesta temporada.
“Vale a pena destacar que jogamos com o atual campeão paulista, finalista da Copa do Brasil e um elenco que está junto um ano. Já nos somos um time montado ontem e dentro das condições dos nossos jogadores acredito que fizemos uma boa partida. Precisamos ter paciência, porque ainda temos alguns problemas por contusão, alguns reforços nem chegaram direito e já foram para o jogo… Pela partida de hoje (quarta-feira), principalmente no segundo tempo, eu vislumbro um time mais encorpado, que me deixou bastante otimista”, finalizou Eutrópio.
O início da Ponte no Paulistão, porém, é bastante preocupante. Em dois jogos, o time sofreu duas derrotas, levou cinco gols e marcou apenas um. A próxima partida da Macaca será na quarta-feira, contra o Linense, no Estádio Gilberto Siqueira Lopes, em Lins, pela terceira rodada.





































































































































