Paulistão: Sem apoio do presidente, XV cai e terá cota reduzida em 2017

Em um ‘bate papo’ com jornalistas no estádio Barão de Serra Negra há duas semanas, o cartola já parecia conformado com o descenso

Há um ditado popular que diz: nada está tão ruim, que não possa piorar. Com um empate melancólico diante do Oeste fora de casa, por 1 a 1, o XV de Piracicaba completou sete jogos

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Piracicaba, SP, 11 (AFI) – Há um ditado popular que diz: nada está tão ruim, que não possa piorar. Com um empate melancólico diante do Oeste fora de casa, por 1 a 1, o XV de Piracicaba completou sete jogos sem vencer e decretou seu rebaixamento no Paulistão. Se não bastasse, o placar desta 15ª rodada da primeira fase deixou o clube na 17ª posição, com 15 pontos, muito distante dos “planos” do presidente Rodrigo Boaventura.

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Em um ‘bate papo’ com jornalistas no estádio Barão de Serra Negra há duas semanas, o cartola já parecia conformado com o descenso à Série A2 de 2017. Isso porque já fazia planos para cair entre 15º ou 16º colocado e com isso ganhar uma ‘bonificação’ da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Diferente das últimas temporadas, seis times acabaram rebaixados em 2016. A ideia é diminuir a primeira divisão do estado e manter apenas 16 times na elite. Mas, para convencer os clubes a assinar o regulamento, a FPF prometeu R$ 2 milhões a mais na cota dos rebaixados entre 16º e 17º, que em anos anteriores se manteriam na Série A1, mesmo disputando a Série A2.

Como o XV passou dez rodadas da competição brigando contra a degola, Boaventura já começou a fazer as ‘contas do descenso’, o que desagradou boa parte da torcida e até mesmo entre os diretores. Ao invés de fortalecer o elenco e dar ânimo aos jogadores, o presidente do clube passou a se acomodar com os números de cota, brigando para ser o melhor rebaixado.

E o feitiço voltou contra o feiticeiro, já que o Oeste abriu o placar no último domingo com Mazinho e Oswaldo só foi empatar aos 50 minutos, com Rivaldinho ainda perdendo um pênalti no tempo regulamentar. O placar tirou até mesmo esse sonho “esdrúxulo“ do presidente Boaventura, que agora terá que se contentar com uma Série A2 e ainda com cota reduzida.