Paulistão: Rebaixamento do Água Santa passa por troca errada de treinador e maior goleada
O time de Diadema sofreu a maior goleada do campeonato: 7 a 2 para a Ponte Preta, em Campinas
O time de Diadema sofreu a maior goleada do campeonato: 7 a 2 para a Ponte Preta, em Campinas
Diadema, SP, 11 (AFI) – A oscilação prejudicou o Água Santa no Campeonato Paulista de 2016. ‘Novato’, o time pecou pela inexperiência na elite e acabou rebaixado com a derrota para o São Bernardo, por 1 a 0, em Diadema, pela última e decisiva rodada. Só que outros fatores contribuíram para o descenso.
O principal deles foi a troca errada de treinador na reta final da competição. Márcio Ribeiro montou o time deste ano. Conhecia jogador por jogador. Só que acabou pego de surpresa e demitido após a goleada sofrida para o Novorizontino, por 4 a 0. O substituto? Márcio Bittencourt, que estava desempregado desde a saída do Icasa-CE.
Nada contra Bittencourt, que já realizou bons trabalhos pelo Brasil afora, inclusive em São Paulo, quando montou o time do Corinthians campeão Brasileiro em 2005. Só que Márcio Bittecnourt teve pouco tempo para encontrar uma melhor formação e principalmente animar o elenco pela recuperação na tabela.
Os próprios atletas precisariam de mais tempo para se acostumar com a filosofia de trabalho de Bittencourt. Mudança que começou animadora com a goleada sobre o Palmeiras, por 4 a 1, em Presidente Prudente. Mas parou por aí. O Netuno não conseguiu manter uma boa sequência e amargou o retorno à Série A2 de 2017.
INSTABILIDADE
A falta de resultados positivos em sua casa também atrapalhou. Um exemplo é que dos últimos cinco jogos como mandante, o Água Santa venceu apenas um. Passou apenas pelo Palmeiras, num duelo que mudou de Diadema para Presidente Prudente. No restante empatou com São Bento (2 a 2), Ituano (0 a 0) e perdeu para o São Bernardo (1 a 0), resultado que decretou a queda.
Presidente do clube, Paulo Sirqueira sabe que alguns erros foram cruciais. Só que o dirigente prefere lamentar o fato de seis clubes serem rebaixados na temporada 2016. Falou em ‘falta de sorte’ e em ‘pouco tempo para conhecer’ a Divisão.
“A equipe não fez o papel dela. Faltou alguma coisa e nós temos que tirar uma lição disso. Não foi o final que nós imaginávamos, queríamos ficar na A1. Nossa infelicidade foi subir em um ano que o regulamento mudou, não tivemos tempo para conhecer a A1. Foi um campeonato diferente de tudo o que já vivemos até aqui. O grupo oscilava muito, tanto positivamente como negativamente”.
7 A 2 DA MACACA E NOVOS PLANOS
O caminho á Série A2 começou a ser desenhado com a derrota do time para a Ponte Preta, por 7 a 2, em Campinas. Resultado trágico para um time que veio a Campinas pensamento apenas em se defender e que acabou sendo dominado facilmente pelo adversário – somente Wellington Paulista fez quatro gols. A maior goleada do Estadual.
Agora, o clube reformulará seu elenco, até porque muitos jogadores tinham contrato somente até o final do Campeonato Paulista. Paulo Sirqueira garantiu o time na Copa Paulista, já que visam um lugar na Copa do Brasil do ano que vem.
“Agora vamos sentar e avaliar todo o nosso projeto. A maioria dos nossos atletas tinha contrato só para o Paulista. Vamos jogar a Copa Paulista, mas é cedo para falar quem fica e quem sai. Até o projeto do estádio precisará ser revisto. Não sei se vale a pena fazer todo o investimento que era previsto”, concluiu Paulo.
O Água Santa terminou o Paulistão apenas na 15.ª posição, com 16 pontos ganhos. Um a menos que a Ferroviária, que escapou do rebaixamento.





































































































































