Paulistão: Presidentes lamentam postura de Maurício Galiotte, do Palmeiras

Inconformado com o vice-campeonato, no início deste ano, para o arquirrival Corinthians, cartola alviverde tem manifestado desprezo

Inconformado com o vice-campeonato, no início deste ano, para o arquirrival Corinthians, cartola alviverde tem manifestado desprezo

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São Paulo, SP, 23 (AFI) – A gloriosa história palestrina passa pelo Campeonato Paulista. Dono de 22 taças do Paulistão, o Palmeiras sempre comemorou – e muito – suas conquistas estaduais. A Arrancada Heroica, em 1942; o Fim da Fila, em 1993; e o Ataque dos 100 gols, em 1996; por exemplo, são sempre celebrados pelos torcedores alviverdes.

No entanto, o atual presidente palmeirense, Maurício Galiotte, inconformado com o vice-campeonato, no início deste ano, para o arquirrival Corinthians, tem manifestado desprezo pelo Paulistão, indo na contramão da centenária história alviverde – ele sequer mandou representantes para o Sorteio dos Grupos da Edição 2019.

Durante o evento, mandatários de outras equipes criticaram o cartola palestrino.

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O RIVAL
O presidente corintiano, Andrés Sanchez, foi questionado, na zona mista do evento, sobre as atitudes do colega palmeirense.

“É um direito dele. Eu não reclamo de nada disso, não. Eu já briguei com Deus e o mundo também. Cada um vê onde está apertando o calo”, limitou-se a falar.

O GALO DE ITU
Juninho Paulista, ídolo do futebol mundial, é o gestor do Ituano. O ex-atacante de grandes clubes do país, como São Paulo, Flamengo e Vasco, trouxe a visão de um jogador que brilhou no Palmeiras.

“É complicado. Os erros acontecem, erros humanos. Nesse caso do Palmeiras, não acho que foi má intenção de ninguém. Um erro de como foi conduzida a questão. E isso foi discutido aqui, vai ter o VAR. O Palmeiras tem uma história tão linda no Campeonato Paulista, discordo quando ele fala que não tem importância. Isso não existe.

É um exagero. Às vezes, fala-se mais com a emoção do que com a razão. O Paulistão é o principal torneio do primeiro semestre, é uma competição consolidada, que faz os clubes do Interior sobreviverem. Então, o Palmeiras tem que pensar tudo isso. Não é só pensar em cima, tem que pensar na estrutura. Eu espero, de verdade, que o Palmeiras reveja e entrem em um acordo”, desabafou.

O PANTERA
Gerson Engrácia Garcia, mandatário do Botafogo, foi outro que mostrou insatisfação com a situação. Ele lembrou a excelência do trabalho do presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos.

“Lamentamos a postura do Palmeiras. A Federação tem sido democrática. Você fica duas horas reunindo e dando opinião. O Palmeiras, como clube grande que é, poderia reivindicar as questões que considerava importante. Agente lamenta, mas o campeonato não vai perder o brilho porque o Palmeiras não veio na reunião”, discursou.

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O TORO LOKO
Mandatário do Red Bull, Thiago Scuro, reforçou a importância do Palmeiras na história do Paulistão e pediu um esforço para que a situação seja contornada.

“Eu tenho pouca informação a respeito disso. A gente torce para que o Palmeiras se integre o mais rápido possível, faz bem para o futebol paulista, para o Campeonato Paulista.

Assim como os outros três grandes, é uma equipe que enriquece bastante a disputa e a discussão que nós tivemos com relação às propostas.

Então, eu simplesmente torço para que o Palmeiras retorne o mais rápido possível, que essa situação volte a ser harmoniosa, isso é o melhor para o Red Bull Brasil também“, contou.

O MASSA BRUTA
Marquinho Chedid, presidente do Bragantino, foi mais um que comentou sobre a maneira como Maurício Galiotte tem conduzido o tema.

“Cada um tem os seus problemas, os seus motivos. Deve ser respeitada essa posição. Ele tem os seus motivos. Uma coisa que ele resolveu, nós temos que respeitar como se outra entidade resolvesse”, disse.