Paulistão: Mesmo sem jogar, Valdivia, do Palmeiras, é citado em súmula e pode ser punido

Com uma lesão no joelho, o meia perdeu o primeiro clássico diante do Santos

Com uma lesão no joelho, o meia perdeu o primeiro clássico diante do Santos

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São Paulo, SP, 26 (AFI) – Parece brincadeira, mas não é. Mesmo ausente no primeiro clássico da final do Paulistão entre Palmeiras e Santos, Valdivia se tornou o pivô de uma das muitas polêmicas extracampo. No intervalo, o meia, muito exaltado, foi tirar satisfação da arbitragem por um pênalti não marcado no atacante Rafael Marques nos minutos finais do primeiro e proferiu as seguintes palavras, conforme relatou o árbitro Vinícius Furlan.

“Informo que no túnel de acesso aos vestiários, no intervalo de jogo, o senhor Jorge Luis Valdivia Toro, número 10, conforme a relação de jogadores da equipe do S. E. Palmeiras, se dirigiu à equipe de arbitragem e proferiu o seguinte: “Uma vergonha essa arbitragem, uma vergonha, arbitragem de ladrão”, escreveu o árbitro na súmula.

Valdivia foi citado na súmula pelo árbitro Vinícius Furlan

Valdivia foi citado na súmula pelo árbitro Vinícius Furlan

Como de costume, a súmula será analisada por um procurador que pode denunciar o camisa 10. Caso isso aconteça, o julgamento será marcado e Valdivia poderá ser punido pelo TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). Mesmo denunciado, as chances do Mago ficar de fora da segunda partida da final são pequenas, pois o Verdão pode pedir o adiamento da sessão, praticamente definindo assim a escalação do atleta na Vila Belmiro.

Em negociação para renovação contratual, Valdivia desfalcou o Palmeiras praticamente por toda a primeira fase do Paulistão. Foi estrear apenas contra o Mogi Mirim, na penúltima rodada, esteve presente também contra Botafogo e Corinthians, sendo que no primeiro foi decisivo. Para a partida contra o Santos, o técnico Oswaldo de Oliveira optou por poupá-lo, pois não estava 100% recuperado da lesão.

O árbitro Vinícius Furlan, por sua vez, teve arbitragem contestada de ambos os lados. O Peixe reclamou no gol do Palmeiras, onde Robinho estaria em posição de impedimento e teria participado efetivamente do lance. Já o Verdão pediu pênalti na bola de Rafael Marques, nos minutos finais do primeiro tempo. A expulsão de ambos os treinadores, além da confusão na hora de dar o cartão vermelho ao zagueiro Paulo Roberto, do Peixe, também foram motivos de críticas.

Furlan também explicou o motivo da expulsão dos dois técnicos: Oswaldo de Oliveira e Marcelo Fernandes, de Palmeiras e Santos, respectivamente. “Expulsei no intervalo do jogo por ambos adentrarem ao campo de jogo ao final do primeiro tempo para reclamarem contra as decisões da arbitragem”, salientou o árbitro.