Paulistão: Marília vai ao ABC paulista com seus 13 herois abandonados para não ser humilhado pelo São Bernardo
o Marília mais uma vez contou com a colaboração e esforço de seus jogadores para evitar um vexame maior: entrar em campo, com apenas 11 jogadores, dois deles goleiros
Mesmo longe de suas melhores condições físicas e clínicas, porque voltam de lesões, o zagueiro Thiago Gomes e o volante Leomir ficaram à disposição do técnico Bruno Quadros
Marília, SP, 8 (AFI) – Dono da pior campanha dentro do Campeonato Paulista dentro de seu novo formato, com apenas dois pontos e já rebaixado para a Série A2, o Marília mais uma vez contou com a colaboração e esforço de seus jogadores para evitar um vexame maior: entrar em campo diante do São Bernardo, com apenas 11 jogadores, dois deles goleiros.
Mesmo longe de suas melhores condições físicas e clínicas, porque voltam de lesões de forma precipitada, o zagueiro Thiago Gomes e o volante Leomir se colocaram à disposição do técnico Bruno Quadros, que já vinha imaginando qual goleiro iria escalar na linha para ter 11 jogadores no início do jogo com o São Bernardo: o titular Rodrigo Calchi ou o jovem Marcos Galetti, que ganhou uma oportunidade de atuar na derrota para o Ituano, por 2 a 1, na última rodada.
“Na minha vida dentro do futebol, tanto como jogador como de técnico, nunca vi uma situação como esta. Mas, infelizmente, é a triste realidade em que chegamos na última rodada”, afirmou o técnico Bruno Quadros, acrescentando que “todos estes jogadores são abnegados, porque estão sem receber salários, devendo na praça e passando por uma situação humilhante”, conclui.
Este cenário final ocorreu pela falta de planejamento e pela irresponsabilidade de alguns dirigentes. Os conselheiros acusam Sérgio Melle, da empresa Sprint Sport, como maior culpado por esta página negra na história do clube. A empresa, que controlava o futebol desde o ano passado, já não tinha cumprido compromissos, como salários e prêmios, referentes ao acesso do ano passado, e depois não conseguiu quitar salários do elenco atual.
Sem estrutura, o clube ainda teve sua receita em torno de R$ 2,7 milhões da televisão bloqueados por ter inúmeras ações trabalhistas. Estas foram geradas por várias administrações irresponsáveis que passaram pelo MAC nas últimas gestões. Sem receber, vários jogadores deixaram o elenco.
TREZE HEROIS
No último jogo, Bruno Quadros só tinha 14 jogadores para escalar. Mas perdeu três deles na derrota contra o Ituano: o volante Evandro Pantaneiro, expulso, além do meia Bruno Farias e do volante Juninho Ortega, suspensos com três cartões amarelos.
O lateral-direito Weslen, o zagueiro Braga e o volante Vítor Cruz, lesionados há três rodadas, já estavam vetados. Mas com as decisões de Thiago Gomes e Leomir de voltarem ao grupo haverá pelo menos um time para o início do jogo. No total, estão à disposição de Bruno Quadros 13 jogadores, sendo dois goleiros.
“Com certeza são 13 herois abandonados, que vão entrar em campo para honrar a camisa do Marília”, resumiu o experiente meia Fabiano Gadelha, um dos ídolos da torcida. “Estou orgulhoso destes jogadores, porque só quem viu de perto o sofrimento e humilhação que eles passaram aqui é que pode entender a que ponto o futebol chegou na cidade”, finalizou Bruno Quadros.
Além do time titular, ficarão no banco de reservas o goleiro Rodrigo Calchi e o zagueiro Roni. O Marília está escalado com Marcos Galletti; Rafael Mineiro, Thiago Gomes, Marcus Vinícius e Deca Bahia; Leomir, Gilberto Trindade e Fabiano Gadelha; Thiago Elias, Leandro Costa e Wellington Amorim.





































































































































