Paulistão: Marília promete recorrer contra liminar de retorno da Sprimg Sport e nega greve
A empresa, parceira do MAC, prometeu arcar com os salários dos jogadores ainda nesta sexta-feira
A empresa, parceira do MAC, prometeu arcar com os salários dos jogadores ainda nesta sexta-feira
Marília, SP, 20 (AFI) – A paz do Marília chegou ao fim. Se a situação dentro dos gramados está complicada, nos bastidores acabou piorar. Nesta quinta-feira, Sprimg Sport, empresa que praticamente faliu o clube, atrasando salários e obrigando o MAC a gastar toda a verba do Campeonato Paulista em trâmites trabalhistas, reassumiu a administração do clube após obter na Justiça uma liminar contra a decisão do Conselho Deliberativo. O presidente Ednaldo de Souza Costa, porém, não ficará calado e irá recorrer a decisão. O mandatário aproveitou também para negar uma possível greve contra o Capivariano.
“Essa liminar é absurda. Pegou todos nós de surpresa. A Spring não cumpriu com nenhuma das cláusulas contratuais, atrasou mais de quatro meses os salários dos jogadores e não disponibilizou a contabilidade do clube desde agosto. Com isso, tomamos a decisão para
romper esse contrato e afastar a empresa. Não sei o que eles vão fazer, pois o presidente não assinará mais nada em nome da Spring. Foi feita uma quebra contratual, então era para ser discutida outros termos, como multar e não ter concedido uma liminar. Vamos recorrer, pois a agremiação não terá mais seu nome ligado com esta empresa. Agora, é vida que segue. Enquanto resolvemos isso na Justiça, o Marília seguirá atuando e irá sim jogar contra o Capivariano”, afirmou o presidente do clube Ednaldo de Souza Costa.
Com a ação cautelar concedida pelo juiz da 2ª Vara Cível de Marília, Ernani Desco Filho, a presidente da Sprimg Sport, Regiane Melle, e o diretor superintendente da empresa, Sérgio Roberto Melle, reassumem como gestor do clube. Destituída, a empresa volta ao cargo prometendo arcar com parte das dívidas dos jogadores até esta sexta-feira e garantiu que irá manter todos os integrantes do elenco até o final do Campeonato Paulista, incluindo Bruno Quadros.
“No nosso entender, a decisão do conselho foi totalmente equivocada. A empresa provou que estava regular e cumprindo o acordo. Anexamos mais de 18 documentos que apresentava totais condições. O contrato tem o aditivo até 2018, terminaria até 2016. Está registrado no 2° cartório e está assinado pelo próprio presidente do Marília. A justiça está restabelecida. Em relação ao elenco, nada muda. Vamos conversar com a comissão e o objetivo é manter todos, já que Bruno Quadros vem fazendo um grande trabalho. Queremos todos focados na partida contra o Capivariano. Os jogadores podem ficar tranquilos que a Spring irá cumprir com o que foi prometido.
“Não corre risco de W.O. Vamos procurar uma saída junto com o sindicato. Nesta sexta-feira, o Melle vai conversar com jogadores, comissão, Federação e vamos para Capivari”, completou o advogado da empresa Mauro Haddad.
Conforme os atrasados salariais, o Marília está com 50% das cotas bloqueadas. Só será liberado mediante em algumas situações, como comprovante de pagamento de novembro e dezembro de salários e direitos de imagens. A Spring Sport prometeu arcar com as dívidas e bancar a viagem do clube à Capivari.
Os jogadores estão com quatro meses de salários atrasados e conforme a Lei Pelé, o atleta que estiver com mais de três meses sem receber pode se recusar a entrar em campo. Em alguns casos, ele pode exigir a saída do clube de forma judicial.





































































































































