Paulistão: Fernando Diniz só não quer o Audax assustado em Itaquera
Ano passado o time foi sétimo colocado no Paulistão, mas não avançou às quartas
Embora o Audax tenha deixado de ser surpresa após a implacável goleada sobre o São Paulo, por 4 a 1, nas quartas de finais do Paulistão
Osasco, SP, 22 (AFI) – Embora o Audax tenha deixado de ser surpresa após a implacável goleada sobre o São Paulo, por 4 a 1, nas quartas de finais do Paulistão, agora fica no ar se haverá algum “fator surpresa” do técnico Fernando Diniz para surpreender a quem ele chama de melhor time do Brasil no momento: o Corinthians. Mas pelas circunstâncias o técnico assumiu a carapuça de atuar dentro do Itaquerão como zebra e promete muito esforço, sem revelar eventual carta no bolso do colete.
“Nós vamos fazer tudo que é necessário para tentar vencer, porque sabemos que vamos enfrentar um time sólido e que fica mais forte quando joga diante de sua torcida” afirma Diniz lembrando que aproveitou a semana para corrigir algumas falhas ocorridas na vitória sobre o São Paulo, que deu ao time, em sua terceira participação na elite estadual, uma vaga inédita no Campeonato Brasileiro da Série D, o que garante um calendário anual. Ano passado o time foi sétimo colocado no Paulistão, mas não avançou às quartas.

O Audax teria falhado no jogo passado um pouco nas saídas de bola, quando foi pressionado em seu campo defensivo e, mais do que isso, teria perdido cinco chances reais de gol “o que é fatal quando se tem do outro lado um time de qualidade técnica alta”.
COBERTURA DA DIRETORIA
Estes foram os pontos mais trabalhados desde terça-feira quando o time ficou concentrado no centro de treinamento do Atlético, em Sorocaba, construído para a Copa do Mundo, portanto, dentro do padrão Fifa.
“Oferecemos aos nossos jogadores o que existe de melhor em termos de condições para uma disputa semifinal de Paulistão” assegura o diretor de futebol Nei Teixeira, quem apostou no retorno de Fernando Diniz ao clube depois de uma passagem pelo Paraná Clube, ano passado na Série B do Brasileiro.
“Ele tem a cara do Audax, tanto que adotamos o seu sistema de jogo em todas as outras categorias. O elenco profissional tem seis jogadores revelados no clube”, diz orgulhoso. Tanto que Diniz ganhou o braço de ferro com Rodrigo Andrade, dispensado após ter dois atritos com o técnico. Mesmo sendo o artilheiro do time com oito gols. Ytalo agora é o melhor goleador, com sete gols.
Apesar de tantos elogios ao adversário e de reconhecer o seu “poder grande” Diniz tenta passar aos seus jogadores que “não podemos nos assustar”. A receita é mostrar a mesma personalidade dos jogos anteriores, executando o que tem sido treinado desde o início da temporada.
Diniz evita falar sobre seu forte temperamento, que já lhe custou inúmeras expulsões e suspensões desde o início de carreira no extinto Votoraty, da cidade de Votorantim (SP). Mas na beira do gramado ele costuma gritar, xingar, chutar objetos e discutir com técnicos adversários.
Este já conhecido descontrole emocional é estranho de quem é psicologo de formação. Tanto que ele prefere por na conta de que “sou exigente ao extremo com meus jogadores e com tudo que faço”.
MODELO DA HOLANDA
O técnico evita comparações com outros times de muito toque de bola, como faz o Barcelona que foi reconhecido mundialmente sob o comando de Pepe Guardiola. Diniz se inspira em outro técnico: Rinus Michels, técnico da Holanda, vice-campeã mundial de 1974 e que ganhou o apelido de “Laranja Mecânica”.
Ele dirigiu o Barcelona por duas vezes. A primeira de 1971 até 1975 e a segunda entre 1976 a 1978. O meia Cryff, que morreu recentemente, era seu grande craque, o que não existe no Audax. Com um futebol de movimentação e troca constante de posições os holandeses perderam na final para a raça da anfitriã Alemanha, por 2 a 1, de virada. É desta forma, que o Audax, O “Tomate Eletrônico” vai tentar superar o poderoso Corinthians.





































































































































