PAULISTÃO: Fábio Matias explica por que aceitou treinar a Portuguesa

Novo técnico da Portuguesa detalha fatores que o levaram a assumir o comando no início da era SAF e elogia estrutura e torcida.

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Treinador chega no início da era SAF e vê oportunidade de construir um trabalho duradouro.

São Paulo, SP, 28 (AFI) – A chegada de Fábio Matias à Portuguesa marca um novo capítulo no processo de reconstrução da Lusa. Contratado para comandar o clube justamente no início da era SAF, o treinador revelou que três fatores foram decisivos para aceitar o convite: a camisa, o Campeonato Paulista e a garantia de continuidade ao longo da temporada.

OS TRÊS PILARES DA DECISÃO

Matias destacou o peso simbólico e histórico da Lusa como um dos grandes motivos para assumir o comando. “A portuguesa tem uma história, a portuguesa tem vida, a portuguesa é uma camisa maravilhosa. São três pontos fundamentais: a camisa, o Campeonato Paulista e o compromisso com a sequência. Você pode iniciar uma temporada e terminar essa temporada pelo clube.”

Vindo de trabalhos em grandes centros de formação e clubes estruturados, o técnico ressaltou que encontrou no Canindé um ambiente compatível com sua maneira de trabalhar.

ESTRUTURA, ORGANIZAÇÃO E CONTRATO LONGO

Segundo Matias, o clube vive um momento de reorganização que o convenceu sobre o potencial do projeto. “Estar em um clube organizado, bem estruturado, faz muita diferença. Eu venho de um cenário de grandes clubes do futebol brasileiro, e a portuguesa é mais um grande clube de camisa histórica.”

Ele também reforçou a importância da segurança contratual para aceitar o convite. “A portuguesa me oferece um contrato até o próximo Paulistão, de 2027. Isso é segurança para acreditar no projeto. Eu não consigo vir para um lugar pensando em outro.”

TORCIDA, IDENTIDADE E A BUSCA POR CONTINUIDADE

O primeiro contato com o torcedor também chamou atenção do treinador, que elogiou a paixão da massa lusitana. “É uma torcida grande, apaixonada, que vem de gerações e gerações. Esse torcedor sofre, como o clube vem sofrendo, mas segue presente. No último jogo da Série D, eram 12 a 13 mil torcedores no Canindé.”

Para Matias, assumir a Lusa é também a chance de construir uma identidade própria, algo raro no futebol brasileiro. “O futebol aqui é uma máquina de moer treinadores. A portuguesa me oferece sequência, continuidade. Isso hoje é uma vantagem enorme”, concluiu.

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