Paulistão: Defesa da Ponte Preta sofre com síndrome do segundo tempo

Dos onze gol sofridos pela Macaca no Paulistão, nove foram nos últimos 45 minutos

Jogadores e comissão técnica da Ponte Preta foram unânimes ao lamentarem a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, no último domingo

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Campinas, SP, 16 (AFI) – Jogadores e comissão técnica da Ponte Preta foram unânimes ao lamentarem a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, no último domingo, falando sobre a quantidade de gols sofridos. Assim como em outras partidas, a Macaca abriu o placar no primeiro tempo e continuou melhor, mas levou a virada na segunda etapa. Dos onze gols sofridos pelo time de Campinas no Paulistão, nove foram nos últimos 45 minutos.

Defesa da Ponte Preta está inconstante no segundo tempo

Defesa da Ponte Preta está inconstante no segundo tempo

Tentando justificar a “síndrome de segundo tempo” da Ponte Preta, o técnico Guto Ferreira colocou a culpa no início da temporada. Segundo ele, o sistema tático adotado exige uma marcação de pressão desde o início do jogo e como os jogadores ainda não estão em plena forma física, acabam sofrendo o relaxamento natural.

Outro problema identificado está na troca da dupla de zagueiros. A Ponte Preta iniciou a temporada com Renato Chaves fazendo parceria a Pablo, mas após uma lesão, Tiago Alves ganhou a posição.

No ano passado, quando chegou a ter a melhor defesa da Série B, o time de Campinas atuava com três atacantes e apenas dois volantes. No atual esquema de Guto Ferreira, o time atua com dois atacantes e três homens de proteção no meio-campo: Fernando Bob, Juninho e Bruno Silva.

A derrota para o São Paulo deixou a Ponte Preta desconfortável no Grupo B. Ainda na segunda posição, com 18 pontos, ela agora é pressionada pelo Osasco Audax, terceiro colocado, com 16 pontos, que venceu seus últimos quatro jogos, portanto, está em alta. Mas a Ponte vinha de uma série invicta de nove jogos – um pela Copa do Brasil – e está foi sua segunda derrota na competição e em casa. Na estreia tinha perdido para a Portuguesa, por 3 a 2, com o terceiro gol da Lusa ainda nos acréscimos.