Paulistão: De problema à solução, a defesa da Ponte Preta vai ter duas mudanças na final
Para este primeiro jogo final contra o Corinthians, domingo, no estádio Moisés Lucarelli, duas peças vão ser mexidas na defesa.
Para este primeiro jogo final contra o Corinthians, domingo, no estádio Moisés Lucarelli, duas peças vão ser mexidas na defesa.
Campinas, SP, 26 (AFI) – Quando o técnico Gilson Kleina assumiu o comando da Ponte Preta tinha como grande desafio sanar a grande deficiência do clube: as falhas constantes no setor defensivo. Só no Campeonato Paulista tinham sido dez jogos e 15 gols sofridos, contra 13 marcados e saldo negativo de dois.
Depois foram seis jogos e apenas três gols sofridos, incluindo adversários fortes, como Santos e Palmeiras. Agora, para este primeiro jogo final contra o Corinthians, domingo, no estádio Moisés Lucarelli, duas peças vão ser mexidas na defesa.
“Era evidente que tínhamos que acertar este setor. E foi o que fizemos, moldando a maneira do time atuar” – lembra o técnico. Ele passou a atuar com três volantes e fixou o zagueiro Reynaldo como lateral-esquerdo, desempenhando o papel de quase um terceiro zagueiro.
“Nós treinamos bem o sentido de cobertura, com o deslocamento da defesa de um lado para o outro” – explica.
LATERAL MAIS LIVRE
Com isso, o lateral-direito – Nino Paraíba e depois Jeferson – ganhou mais liberdade para apoiar o ataque. Mas o time, num todo, ficou com a obrigação de marcar sem a posse de bola. Foi esta determinação que, inclusive, gerou um desentendimento com o atacante Lucca.
Ele não entendia porque tinha que recuar tanto se era um atacante.
“Resolvemos isso internamente, explicando para ele como queríamos e como jogaríamos a partir dali” – completa.
MOMENTO DECISIVO
Esta alteração tática, feita há dois meses, ocorreu justamente após o empate contra o Santo André, por 3 a 3, na décima rodada. O pior tinha acontecido na segunda rodada, quando a Ponte Preta foi goleada pelo São Paulo, por 5 a 2, no Morumbi.
Este tropeço resultou na saída da dupla titular, formada por Kadu e Fábio Ferreira, então substituída por Marllon, ex-Atlético-GO, e Yago, emprestado pelo Corinthians. A nova dupla titular se firmou sob comando de Kleina, mas apoiada por três volantes e ainda tendo a cobertura de Reynaldo. Além de um ‘sentido de marcação’ compactuado por toda a equipe.
APRENDEU A SOFRER
Esta força de marcação e o aprendizado no sofrer para segurar a pressão dos adversários é que chamaram a atenção na evolução do time. A pegada foi a marca do time para superar duas grandes forças no caminho ao título inédito, no caso, Santos e Palmeiras. A eliminação destes dois grandes também fortaleceram a autoconfiança dos pontepretanos.
De outro lado, as falhas gritantes ocorridas diante do Santo André também se transformaram num divisor de água para a reação do time.
“Nós chegamos no estádio e a torcida estava esperando para bater na gente. Foram momentos difíceis” – diz William Pottker, artilheiro do time e do Paulistão, com nove gols, e sempre alvo de críticas por já ter sido negociado com o Internacional-RS.
Ele se apresenta em Porto Alegre (RS) após o término do Paulistão.
SIMPLICIDADE
Nestes seis jogos, a defesa sofreu primeiro uma mudança na lateral-direita. Nino Paraíba se machucou no segundo jogo contra o Santos, pelas quartas de final, no Pacaembu, e perdeu a vaga para Jeferson. No segundo jogo semifinal, diante do Palmeiras, no Allianz Arena, Reynaldo cumpriu suspensão automática, e foi substituído por Artur, um especialista da posição.
O problema para este jogo final é o zagueiro Marllon, suspenso com três cartões amarelos. O provável é que Fábio Ferreira entre por ser o reserva imediato e que Reynaldo também retorne como lateral. Faz parte da simplicidade pregada por quatro cantos por Gilson Kleina. As dúvidas, porém, devem se arrastar até momentos antes do jogo.





































































































































