Paulistão: Cria da base vive expectativa da estreia do São Caetano: 'ficha não caiu'
No comando técnico do São Caetano desde 2015, Luiz Carlos Martins sabe quando colocar um jovem dentro de campo
No comando técnico do São Caetano desde 2015, Luiz Carlos Martins sabe quando colocar um jovem dentro de campo
São Caetano, SP, 22 (AFI) – 19 anos de idade e a responsabilidade de vestir a camisa 10 de um dos clubes mais tradicionais do Estado. Revelado nas categorias de base do São Caetano, o meia Nonato esteve presente entre os titulares do time do Grande ABC na reta final da atual edição da Copa Paulista e, sem acreditar que entrará em campo no maior torneio estadual do Brasil, anseia a sua estreia no Paulistão Itaipava.
“Como o mais novo do grupo a ficha ainda não caiu. Acredito que o São Caetano tem tudo para fazer um bom campeonato, claro que sabemos das dificuldades e vamos dar o nosso melhor para conseguir se classificar ou fazer de tudo para se manter na elite estadual”, disse.
Após ser campeão do Paulistão A2 Itaipava 2017, o São Caetano retorna ao primeiro escalão do Paulista após quatro anos de ausência. No Grupo B, o time de São Caetano do Sul está ao lado de São Paulo, Ponte Preta e Santo André, e o jovem meia projetou a disputa pela classificação na chave.
“Sabemos da dificuldade do grupo com o Santo André que já vem da A1, a Ponte Preta na Série A do Brasileiro e finalista da última edição. Não nos iludimos falando que temos tudo para chegar à final, já que os times da capital são os favoritos. Mas vamos brigar pelo nosso espaço e assim como todos, também queremos nosso lugar ao Sol”, falou.
Titular do time caetanista nos últimos sete jogos da Copa Paulista, entre a segunda fase e as quartas de final, Nonato vive a expectativa de se manter entre os 11 iniciais. “Pretendo ter a oportunidade de brigar pelo meu espaço. Esse é o meu maior objetivo e vou me preparar bem. Vão chegar jogadores novos e com a permanência de outros teremos um grupo muito forte”, afirmou.
CONFIANÇA
No comando técnico do São Caetano desde 2015, Luiz Carlos Martins sabe quando colocar um jovem dentro de campo e não limita a principal característica do jogador brasileiro: a criatividade com bola nos pés, conforme disse o jovem meia.
“Ele dá bastante confiança para a gente, e querendo ou não ele sabe a hora certa de soltar um jogador da base. Eu estou treinando no profissional há dois anos e agora nesse segundo ano tive uma sequência. Só tenho a agradecer a ele pela confiança que me dá, assim como todos do grupo. O Martins dá muita liberdade para os jovens desenvolver o futebol na molecagem, mas claro que temos as funções para cumprir em campo, mas com a bola ele deixa a gente livre”, disse.
TRADIÇÃO
Vice-campeão da Copa Libertadores em 2002 e da Série A do Campeonato Brasileiro em 2000 e 2001, o São Caetano conquistou o direito de disputar a próxima edição da Copa do Brasil ao vencer a A2 neste ano. De volta a um torneio nacional após dois anos – a última participação foi na Série D em 2015 -, o jogador acredita na ascensão do clube caetanista no cenário nacional.
“O São Caetano nunca deveria ter chegado na situação que chegou. É um clube que já foi finalista de Libertadores e reconhecemos que a situação de hoje está muito abaixo de onde o clube deveria estar. Ficamos felizes de ter dado um passo a mais na história do São Caetano e tentar cada vez mais levar o time para um campeonato nacional, como o Brasileiro”, concluiu.
Hruan Lack Especial para a FPF





































































































































