Paulistão como a Federação planejou
Paulistão como a Federação planejou
As semifinais do Campeonato Paulista ficaram como todos previam e a Federação Paulista de Futebol (FPF) sonhava: o título será decidido com os quatro grandes. O Palmeiras somou mais pontos, o Corinthians é o único invicto, o São Paulo fala que não quer ser campeão, mas faz de tudo para chegar lá e o Santos, em ascensão, motivou sua torcida.
Não há dúvidas que são os melhores times da competição. Mesmo porque tiveram cada um R$ 7,5 milhões para montar e manter seus times. Enquanto isso, os outros 16 clubes estavam condenados economicamente, porque receberam apenas R$ 1,4 milhão.
Tanto que é elogiável a campanha da Portuguesa, que se igualou em pontos (37 pontos) com o Peixe e só perdeu a vaga no saldo de gols: 11 a 10. O presidente Manuel da Luppa montou um bom time e apesar de mudar duas vezes de treinador (Estevam Soares começou, depois vieram Mário Sérgio e Paulo Bonamigo).
E também do Santo André, que até a última rodada manteve acessas as suas chances de classificação. Méritos para o arrojado presidente Ronan Maria Pinto.
Zebra do Paulistão – O time mais azarado, para não se dizer injustiçado, no Paulistão foi o Guaratinguetá. Tanto que os matemáticos diziam, antes da última rodada, que o Guará tinha 0,7% de chances de ser rebaixado. E não é que caiu para a Série A2?
Perdeu para o Oeste (1 a 0) e viu o Paulista vencer a primeira fora, em cima do Barueri (1 a 0) e o Ituano bater no Marília, por 2 a 1.
Uma pena para o presidente Carlos Arine, um abnegado e que não esperava sofrer tamanha decepção. Mas tudo na vida serve de lição. E alguma lição ficou nas entrelinhas desta queda para a Série A2.
Rebaixados com justiça
Os outros três rebaixados mereceram cair. O Noroeste ficou naquela história de Damião Garcia “ser ou estar” presidente. O Guarani tem em Leonel Martins de Oliveira um dirigente com a cabeça de 30 anos atrás e o Marília secou seus cofres com o afastamento de Luizinho Cai Cai.
Série C em baixa
O curioso é que dos 20 clubes que vão disputar a recém-criada Série C do Brasileiro, seis foram rebaixados nos Estaduais. Guaratinguetá e Marília no Paulistão; Mixto, em Mato Grosso; Icasa, no Ceará; Marcílio Dias, em Santa Catarina e Brasil, no Rio Grande do Sul.
Técnicos do Paulistão
Deixaram uma impressão negativa: Luciano Dias (Guarani e Oeste), Gelson Silva (Mogi Mirim), Sérgio Soares (Ponte e São Caetano), Leandro Campos (Marília), Márcio Araújo (Guaratinguetá) e Zetti (Ituano). Por outro lado, saíram fortalecidos: Givanildo Oliveira (Mogi Mirim), João Ricardo – foto – (Oeste), Sérgio Guedes (Santo André), Giba (Paulista), Roberto Fonseca (Oeste e Botafogo) e Pintado (Mirassol).





































































































































