Paulistão: Cartola do Botafogo aponta a principal razão para campanha vergonhosa

Diz que time está com a faca no pescoço, admite campanha vergonhosa e reforça premissa da S/A decidir quem sai ou fica

Diz que time está com a faca no pescoço, admite campanha vergonhosa e reforça premissa da S/A decidir quem saiu ou fica

Ribeirão Preto, SP, 5 (AFI) – Acusado pela torcida e por parte da imprensa da cidade como ‘ausente’, e um dos responsáveis pela fraca campanha do Botafogo neste início de Paulistão, o diretor de futebol do Botafogo, Gustavo Oliveira, se defendeu em entrevista coletiva realizada nesta tarde no estádio Santa Cruz.

As críticas foram pesadas, principalmente após a goleada sofrida diante do Mirassol, por 6 a 0, segunda-feira à noite, pela quarta rodada. Para ele, a falta de orçamento atrapalhou a montagem do time.

“As dificuldades financeiras passadas, recaíram em cima do trabalho no clube de 2019. E deixou sequelas para 2020. Foram muitas penhoras e cobranças inesperadas, que acabaram comprometendo o planejamento” – justificou.

Gustavo Oliveira: faca no pescoço

Gustavo Oliveira: faca no pescoço

ESPERA DO ORÇAMENTO
Segundo o dirigente, o clube passou a depender do orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo no final do ano passado.

“Só depois é que pudemos iniciar o trabalho no departamento de futebol, que incluir a base, o profissional, as despesas administrativas e os salários de jogadores” – completou.

DEMORA EM CONTRATAÇÕES
Mas ele acabou sendo cobrado pela demora nas contratações, maioria confirmada somente em janeiro, ao contrário de outros clubes que desde dezembro já tinham suas bases definidas.

Mas ele insistiu em apontar os problemas anteriores como principais causas para o atraso. Ele reforçou que o clube buscou a formação do elenco no ‘momento adequado’

“O orçamento do ano passado criou dificuldades no Paulistão, exigindo uma reorganização na Série B do Brasileiro. Já tivemos dificuldades em contratar na data limite da Série B, mesmo porque tínhamos uma expectativa criada e que não foi correspondida em relação ao time.

Realmente nos faltou recursos no momento de fazer a adequação do elenco. Quando terminou o prazo de inscrições, porque naquele momento não houve recursos”.

Adalberto Baptista: investimento de alto risco

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PREMISSA DA S/A É…
Para ele, a premissa da Sociedade Anônima (S/A), formada para administrar o futebol da Pantera, é respeitar o orçamento. Ano passado, o empresário Adalberto Batista investiu pesado na transformação do clube em Sociedade Anônima. Mas já encontrou no clube uma crise entre grupos políticos, que acabaram atrapalhando os trabalhos.

Agora a ideia agora é buscar dois ou três reforços pontuais, talvez, vindo do exterior devido a dificuldade no mercado interno. Um deles viria da China.

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MUDANÇA DE ATITUDE
Mas o próprio Gustavo reconhece a necessidade de mudança de atitude.

“Neste momento é preciso ter humildade para reconhecer o momento difícil. Reconhecer que a gente vive momento negativamente extraordinário. Não é à toa que estou falando com vocês da Imprensa.

Léo Franco: alvo da torcida
Léo Franco: alvo da torcida

Ninguém chega a quatro jogos e sofre uma goleada de 6 a 0 sem uma sequência de erros. Precisamos de humildade de reconhecer que resultados não estão sendo satisfatórios. Entendemos que este início de campeonato, infelizmente, foi negativo, principalmente esta goleada”.

TEOR DAS REUNIÕES
Nesta terça-feira, um dia após o grande desastre, os dirigentes se reuniram com a comissão técnica. À tarde, houve uma reunião com os jogadores.

“Tivemos um papo como a comissão técnica para entender o que está sendo feito, reorganizar iniciativas e neutralizar o caminho negativo. O campeonato é muito curto (12 jogos) e o prazo é curto. Isso nos coloca a faca no pescoço. Sofrimento nosso e também do torcedor”.

TÉCNICO NÃO PEDE AS CONTAS

Wagner Lopes não pediu demissão pós vexame
Wagner Lopes não pediu demissão pós vexame

Alguns jornalistas esperavam pelo pedido de saída do próprio técnico Wagner Lopes, após o grande vexame diante do Mirassol. Um tropeço histórico dentro do Santa Cruz.

Ex-jogador e técnico no Japão, ele parece manter a filosofia japonesa, onde o profissional cumpre seu contrato até o final, indo bem ou mal. A sua demissão, portanto, significará multas e seria onerosa para os cofres do clube.

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COBRANÇA NOS JOGADORES
Para os jogadores, o discurso foi de cobrança na base da responsabilidade:

“Nós dissemos aos jogadores sobre a importância do campeonato, que é altamente competitivo”.
Sobre a pressão das torcidas organizadas que pedem mudanças no comando do futebol, o cartola foi lacônico, inclusive sobre a saída dele próprio e de Léo Franco, gerente de futebol.

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“Vamos discutir isso internamente no Conselho Administrativo (CA). É ele (CA) que tem poder de tirar ou por alguém no clube” – concluiu.

Por enquanto, ninguém sai, inclusive na comissão técnica e no elenco.

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