Paulistão: Capitão da Polícia Militar tenta explicar violência em Itu

De acordo com o que relatou o árbitro Luiz Flávio de Oliveira na súmula, os policiais usaram somente força proporcional

O Capivariano bem que tentou, mas o corporativismo falou mais alto e o delegado de Itu não deu continuidade no Boletim de Ocorrência (BO) contra as ações da polícia

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Capivari, SP, 29 (AFI) – O Capivariano bem que tentou, mas o corporativismo falou mais alto e o delegado de Itu não deu continuidade no Boletim de Ocorrência (BO) contra as ações da polícia no estádio Novelli Júnior. Isso porque, após deixar o gramado com a derrota por 2 a 1 contra o Ituano, time da casa, pela 7ª rodada do Paulistão, jogadores e comissão técnica do clube de Capivari entraram em choque com a Polícia Militar (PM) nos corredores do vestiário.

Em entrevista à TV Tem, filiada da Rede Globo no interior de São Paulo, o Capitão Drague explicou a atuação da Polícia Militar no acontecido:

“Quando os árbitros estavam retornando aos vestiários, houve uma confusão logo na entrada e os policiais estavam ali para defender a arbitragem. Houve uma contensão, que ensejou em ação, mesmo que moderada. Agora será instaurado um inquérito para apurar melhor os fatos”, disse o Capitão Drague da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo.

De acordo com o que relatou o árbitro Luiz Flávio de Oliveira na súmula, os policiais usaram somente força proporcional para conter a situação:

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“Como o acesso era muito estreito, aguardamos por pelo menos três minutos, e após a ação policial para que pudéssemos sair com segurança, momento no qual os dirigentes forçaram furar o bloqueio policial, que utilizaram de força proporcional para preservação de nossa integridade física”.

ENTENDA O CASO!

Indignados com a arbitragem, que assinalou dois pênaltis polêmicos para o Ituano, sendo o último deles aos 49 minutos do segundo tempo, diversos membros do Capivariano foram reclamar com Luiz Flávio de Oliveira e seus assistentes, quando a PM chegou e deu início a uma grande confusão.

O zagueiro Leandro Silva foi uma das vítimas dos policiais, que abusaram da força e se utilizaram de cassetetes para controlarem a situação. Jogadores e comissão técnica foram empurrados para dentro dos vestiários mesmo contra vontade. O clube de Capivari já emitiu nota oficial sobre o ocorrido.