Paulistão: Cansado, Rivaldo dispara contra torcida do Mogi Mirim

O presidente-jogador criticou a falta de público nos jogos realizados no Romildão

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Mogi Mirim, SP, 24 (AFI) – Enquanto diversos clubes do Campeonato Paulista estão sendo alvos de protesto dos torcedores, no Mogi Mirim a história é diferente. O pentacampeão mundial Rivaldo não poupou críticas pelo pequeno número de pessoas que vem comparecendo ao Estádio Romildo Gomes Ferreira durante o Estadual e, no último sábado, resolveu desabafar.

Após a derrota para o Ituano, por 1 a 0, pela décima rodada, o presidente-jogador se mostrou chateado com os pouco mais de 600 torcedores presentes no Romildão. De acordo com ele, as pessoas da cidade se preocupam com coisas menos importantes – como a mudança de nome do estádio – ao invés de apoiarem o Mogi Mirim nas arquibancadas e isso acaba se refletindo dentro de campo.

0002048161950 imgArquibancadas vazias e críticas a Rivaldo são cenas comuns nos jogos do Mogi Mirim

“Hoje (sábado) para mim é como se fosse uma pelada com 600 pessoas em campo. Para mim é triste. Se fizer um jogo beneficiente, em qualquer lugar do mundo dá cinco ou seis mil pessoas, porque o Rivaldo vai estar lá. Estou aqui e tem 600 pessoas. Ninguém dá valor. Falam que não sou daqui, que eu mudei o nome do estádio, que tem que colocar o nome do Papa. Só bobeira. Coloca cinco mil pessoas que eu coloco o nome do Papa”, criticou Rivaldo, lembrando a polêmica sobre a mudança de nome do estádio – passou de Papa João Paulo II para Romildo Gomes Ferreira depois que o pentacampeão assumiu a presidência do clube.

Rivaldo falou também todos os sacrifícios que vem passando para ajudar o Sapão da Mogiana a ter novamente um destaque no cenário nacional e por isso fica chateado com recebe críticas dos torcedores. Cansado com a falta de apoio, o presidente-jogador chegou a deixar no ar a possibilidade de não continuar no clube caso o Mogi seja rebaixado para a Série A2 do Paulista.

“Quando ganha, ganha todo mundo. Quando perde, perde todo mundo. Comissão técnica, treinador e jogadores. Cada um deles têm sua participação e fica uma indefinição no final. Jogadores e treinador vão perder bons contratados, o Rivaldo ficará triste. Talvez largue, talvez continue. Como vamos fazer um time para a terceira divisão com 600 pessoas em campo? Ano passado, mesmo com um time bom já foi assim. Muitos acham que sou louco e me perguntam o que estou fazendo aqui”, comentou Rivaldo.

O Mogi Mirim não sabe o que é vencer no Paulistão há quatro jogos e despencou para a quarta colocação do Grupo D, com 12 pontos, quatro pontos a menos que o vice-líder Bragantino. Nesta quarta-feira, o time volta a campo contra a Portuguesa, às 19h30, no Estádio do Canindé, pela 11ª rodada.