Paulistão: Cajá veste a camisa da Ponte e rebate o apelido de "mercenário"

E a diretoria terá que correr contra o tempo para poder contar com Renato Cajá nas quartas

A imagem mais vista no estádio Moisés Lucarelli nesta quinta-feira foram sorrisos

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Campinas, SP, 30 (AFI) – A imagem mais vista no estádio Moisés Lucarelli nesta quinta-feira foram sorrisos. Teve a apresentação do meia Renato Cajá, aniversário do técnico Gilson Kleina e ainda definição sobre as quartas de final do Campeonato Paulista. A Ponte Preta vem de vitória por 1 a 0 contra o Palmeiras na 12ª e última rodada da primeira fase e está literalmente rindo à toa, mas por pouco tempo. O próximo compromisso é já neste sábado, às 16 horas, contra o Santos, mais uma vez em Campinas.

E a diretoria terá que correr contra o tempo para poder contar com Renato Cajá. Sua rescisão com o Bahia apareceu na última quarta-feira no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Seu acerto com a Ponte Preta também já foi publicado nesta quinta-feira e agora resta apenas ele ser inscrito no Campeonato Paulista. Para as quartas de final o time de Campinas pode trocar quatro nomes que disputaram a primeira fase.

“Eu me sinto muito bem fisicamente. Não estava sendo titular, mas vinha entrando durante as partidas. No Campeonato Baiano eu era titular, só na Copa do Nordeste que eu era mesmo reserva, então eu tô bem, apto a jogar. Faz seis dias só que eu não treino, devido à situação lá em Salvador, com a mudança, mas hoje já vou fazer a parte física, jogar o amistoso. Mas até sábado, se o Gilson precisar, vou estar apto”, disse Renato Cajá em coletiva.

Renato Cajá veste a camisa da Ponte e rebate o apelido de

Renato Cajá veste a camisa da Ponte e rebate o apelido de “mercenário” (Foto: Rockenberg Duare)

O jogador aproveitou para comentar sobre a alcunha de “mercenário” que ganhou de alguns torcedores. Esta será a terceira passagem do meia pela Ponte Preta, que vive em amor e ódio com os torcedores. Com 32 anos, ele também já vestiu as camisas de Botafogo, Ferroviária, Juventude, Grêmio, Vitória, Mogi Mirim e recentemente estava no Bahia, onde saiu por causa de um desentendimento com Guto Ferreira.

“Eu sou profissional e às vezes acontece uma situação de sair (da Ponte Preta). Não sei se passaram essas informações pra vocês, mas a Ponte ganha muito mais dinheiro do que eu em diversas situações. E a torcida me chama de mercenário. E às vezes o pessoal não entende que as coisas ficam internamente entre a gente. Mas todas as vezes que eu passei aqui, eu honrei essa camisa. É um lugar que eu amo e é justamente isso que eu preciso”.