Paulistão A3 RIVALO: Perto de estreia, William Sander detalha a preparação do Desportivo Brasil

Técnico do Desportivo Brasil cobra competitividade, maturidade mental e organização tática como pilares do trabalho para a disputa da Série A3.

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Treinador cobra intensidade diária e aponta classificação e acesso como metas do projeto.

Porto Feliz, SP, 22 (AFI) – O Desportivo Brasil entra na reta final de preparação para o Paulistão Série A3, e o discurso do técnico William Sander tem sido claro e direto. Mais do que condicionamento físico, o treinador exige que a equipe chegue pronta mental, tática e competitivamente para enfrentar o desafio de um campeonato curto e extremamente equilibrado.

Para Sander, o padrão que se busca dentro da competição começa no dia a dia de treinamento, com intensidade elevada, disputas constantes e entendimento profundo do jogo.

“Competir é inegociável. Jogar bem também. O treino precisa ter duelo, luta, intensidade. Mas precisa ter bola, apoio, leitura e entendimento de onde está a superioridade”, afirmou o treinador.

TREINAR PARA SOFRER E EVOLUIR

Segundo o comandante, enfrentar adversários de nível superior durante a preparação faz parte do processo de crescimento do elenco. A ideia é expor o grupo a dificuldades antes do início oficial da competição, acelerando o amadurecimento coletivo.

“Por isso enfrentamos adversários acima do nosso nível: para sofrer, errar, aprender e evoluir antes da competição. Errar no processo faz parte. Não aprender com o erro, não”, explicou.

Sander destacou ainda a diferença entre competir e apenas executar o jogo. Para ele, a competitividade nasce de dentro, enquanto jogar bem exige entendimento, leitura e algo a mais que se constrói diariamente.

OBJETIVOS CLAROS NA A3

Apesar do histórico formador do Desportivo Brasil, William Sander fez questão de afastar qualquer discurso de participação simbólica no Paulistão A3. Desde as primeiras conversas com a diretoria, segundo ele, ficou claro que o clube tem metas esportivas bem definidas.

“Desde a primeira conversa ficou claro o modelo de jogo, a rotina, a identidade e o objetivo. O clube tem um DNA: jogar com jovens, formar, desenvolver e competir. E eu aceitei o desafio sabendo exatamente disso”, destacou.

O treinador foi direto ao falar sobre ambição: o primeiro passo é a classificação, e, a partir dela, a briga pelo acesso passa a ser consequência natural do processo.

“Subir não é promessa, é consequência de processo, estrutura e trabalho diário. Crescer de divisão não é só resultado, é revelar mais atletas, atrair talentos e fortalecer o clube”, completou.

ORGANIZAÇÃO COMO DIFERENCIAL

Além do campo, Sander chamou atenção para o impacto do extracampo no rendimento da equipe. Para ele, organização, previsibilidade e integração da estrutura são determinantes para sustentar uma campanha sólida, especialmente em um calendário curto como o da Série A3.

“Estrutura não é luxo, é rendimento. Recuperação, treino, alimentação, fisioterapia, médico, fisiologista… tudo no mesmo lugar. Quando você não perde tempo se deslocando, você ganha tempo para evoluir”, afirmou.

O treinador também ressaltou a importância da tranquilidade fora das quatro linhas, com acordos sendo cumpridos e rotinas bem definidas. “No futebol, organização também ganha jogo. E isso, muitas vezes, é o nosso maior diferencial”, concluiu.

ESTREIA MARCADA

Sob o comando de William Sander, o Desportivo Brasil estreia no Paulistão Série A3 neste sábado (24), contra o União Suzano, no Estádio Francisco Marques Figueira, em Suzano.

Com discurso firme, metas claras e identidade bem definida, o DB inicia sua caminhada na A3 apostando em processo, competitividade e organização como base para sonhar mais alto na competição.

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