PAULISTÃO 2014: Lusa vai continuar Lusinha e Interior desmoralizado ?

Se a Portuguesa tivesse força, votaria ao lado do Interior por uma competição mais justa e lucrativa

Sempre a Portuguesa brigou para ter o mesmo respeito dos grandes clubes paulistas, como Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Mas isso nunca deve acontecer se depender de dirigentes como Manuel da Lupa, sem personalidade em sem prestígio.

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Campinas, SP, 30 (AFI) – Sempre a Portuguesa brigou para ter o mesmo respeito dos grandes clubes paulistas, como Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Mas isso nunca deve acontecer se depender de dirigentes como Manuel da Lupa, sem personalidade em sem prestígio.

A Portuguesa vai desperdiçar a chance de tomar um ato de grandeza se votar a favor da proposta da Federação Paulista (dividir os 20 clubes em quatro grupos de cinco times e com os times jogando 15 jogos na fase de classificação – sem pegar os concorrentes do próprio grupo).

Da Lupa, que enterrou a Portuguesa em dívidas, não serviria nem para lustrar os sapatos de Osvaldo Teixeira Duarte, presidente dos anos 70 e que comprou o Canindé do São Paulo. E ainda na capital, impossível não citar o “gigante” José Ferreira Pinto, do Juventus, que batia na mesa contra os desmandos dos grandes clubes.

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AS FÓRMULAS
Era só se incorporar aos votos do “desamparados” clubes do Interior por uma fórmula justa dentro das 19 rodadas disponíveis: a disputa de turno único, onde o campeão seria o time com maior número de pontos e os quatro rebaixados seriam os que tivessem menor número de pontos. Simples, prático e justo.

Ao estilo “prato feito” a Federação Paulista vai apenas ratificar com os clubes o que ela quer. Depois já vai apresentar aos clubes a tabela da competição. Que os times do interior não reclamem depois por sua falta de coragem, de atitude.

E vão confirmar que outrora o Interior já teve verdadeiros mitos no comando de seus clubes, como Alfredo Metidiéri, do São Bento, Benedito Teixeira, do América de Rio Preto, Wilson Fernandes, do Mogi Mirim, Romeu Ítalo Rípoli, do XV de Piracicaba, Lauro Moraes, da Ponte Preta, que um dia recusou participar do Paulistão após ser prejudicado pela FPF.

OS PREJUÍZOS PARA OS CLUBES DO INTERIOR:

1 – Menos jogos

Na primeira fase, ao invés de fazer 19 jogos, fariam 15 jogos. Seriam quatro jogos a menos. Um prejuízo financeiro.

2 – Sem vantagem

Os 10 primeiros colocados de 2013, por regulamento, teriam direito a disputar 10 jogos em casa e nove fora. Na hipótese da FPF estes times fariam 8 jogos em casa e 7 fora. Outros prejuízos, tanto técnico como financeiro.

3 – Só um grande
Os clubes do Interior receberiam dois grandes clubes em casa, o que proporcionaria maiores rendas. Agora a maioria dos clubes “pequenos” vai receber apenas um grande time. Prejuízo financeiro e técnico.

4 – Cotas desiguais
A divisão das receitas de televisão são elitistas. E as diferenças estratosféricas. Enquanto a maioria dos clubes – 15 times do Interior e mais a Portuguesa, que nunca foi considerado grande – vai receber cotas próximas de R$ 2,5 milhões, os quatro grandes – Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras – vão receber perto de R$ 25 milhões. Tipo 10 por 1.

5 – Forma de pagamento
Os grandes recebem luvas que beiram os 40% – perto de R$ 10 milhões – e o restante e duas parcelas de R$ 7,5 milhões cada. Enquanto isso, os desamparados “Pequenos do Interior” vão receber suas cotas divididas em quatro cotas iguais – cada uma perto de R$ 630 mil.

6 – Sem critério técnico
Tanto o campeão como os quatro rebaixados não sairão de um critério técnico justo. Os quatro líderes dos grupos vão chegar às semifinais. O campeão pode ser o time que não somou o maior número de pontos. O rebaixamento acontecerá sem que os clubes joguem com os times do mesmo grupo. Tanto que dois times de só um grupo podem cair para a Série A2.