Paulista precisa de força para sair da degola

Jundiaí, SP, 27 (AFI) –
Chegou a hora da decisão. Mesmo tendo ainda sete jogos pela frente no Campeonato Brasileiro da Série B, o Paulista encara a partida deste sábado, às 17 horas, contra o Gama, em Brasília, como o grande jogo do ano.

Uma derrota não rebaixa matematicamente a equipe para a terceira divisão do futebol brasileiro. Porém, apesar de ninguém no grupo jundiaiense admitir com todas as letras, sair de Brasília sem nenhum ponto abalaria o emocional da equipe e minaria qualquer motivação que ainda pode existir.

“Tenho trabalhado diariamente o emocional dos jogadores. Neste momento delicado que estamos atravessando a parte psicológia chega a ser mais importante que a parte tática ou técnica”, afirma o técnico Marcus Vinícius, que fará a sua segunda partida como treinador profissional. Na primeira, semana passada, ele perdeu do Avaí.

“Não me abalo com as derrotas. Se cobro atitude e motivação dos atletas eu sou o primeiro que deve ter a cabeça no lugar e acreditar sempre”, completou o treinador.

Apesar de nas últimas partidas o elenco jundiaiense ter demonstrado muita fraqueza psicológia e dificuldade para reverter placares desfavoráveis, esse mesmo grupo no atual Campeonato da Série B, demonstrou poder de reação. E coincidentemente, assim como a partida deste sábado, o jogo que marcou a reação jundiaiense foi fora de casa.

No dia 3 de agosto, o Galo ocupava a última colocação e foi até Salvador, enfrentar o Vitória. Com um gol de Roberto Santos, o time venceu a partida e deu início a uma sequencia de vitórias. Depois disso, a equipe chegou até a bater o na época líder Criciúma, o Coritiba, o Brasiliense e o torcedor jundiaiense passou a sonhar com o acesso.

“Não tenho a menor dúvida sobre a capacidade técnica desses jogadores. O que eu quero ver é aquela pegada, aquele brio que eles tiveram quando venceram os primeiros colocados. Estamos 90% na Série C do ano que vem. Só vamos mudar esse quadro se os jogadores assimilarem um espírito guerreiro e comerem a grama do campo”, pensa o gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido.

Além de comer grama, os jogadores terão hoje a responsabilidade de manter um tabu. O Paulista nunca perdeu do Gama. Foram até agora 5 jogos, todos pelo Campeonato Brasileiro da Série B; a equipe jundiaiense venceu dois e os outros três confrontos terminaram empatados. Dois desses três empates foram no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, local da partida deste sábado.

“Tabu favorável é sempre bem vindo. Queremos agora uma vitória no Distrito Federal”, disse o volante Johnny, que pode jogar improvisado hoje na ala esquerda. “Não tenho preferência por posição. Quero ser titular. Sempre joguei de zagueiro ou meia. Mas se o professor precisar de mim na ala entro sem o menor problema”, afirmou o jogador.

Johnny, na verdade, disputa posição com o experiente Jorginho Paulista. No último treino coletivo, cada um jogou no time titular em uma parte da atividade. Mesmo sem saber quem será o ala, o técnico Marcus Vinícius já tem definido que a equipe vai atuar no esquema 3-5-2.

Na defesa, Dema, Diego Padilha e Everton estão confirmados. Na ala-direita, com a contusão de Ricardo Lopes, Marco Aurélio, ganha a posição. Ameaçado pela torcida na derrota contra o Avaí, o jogador se diz disposto a ajudar a equipe.

“Não sei porque o torcedor pega no meu pé. Nunca faltei a um treinamento, sempre me esforçei, não sou de sair a noite, enfim, não há motivos para a torcida me perseguir”, afirmou Marco Aurélio.

A dupla de volantes do Paulista hoje será formada por Jairo e Rodrigo Sá. Edimar, contundido, nem viajou para Brasília. Na armação, joga apenas Marcel, já que Rodrigo Fabri está machucado e Ruy suspenso. Gilsinho e Marcelo Toscano devem ser os atacantes titulares.

“O Gama é um adversário difícil. Cobrei muita disciplina e concentração dos jogadores para que possamos conquistar um resultado positivo em Brasília”, finalizou o técnico Marcus Vinícius.