Paulista pensa primeiro em não ser rebaixado no Estadual

Jundiaí, SP, 19 (AFI) – O jogo da última terça-feira em Mirassol era decisivo para as pretensões do Paulista no Campeonato Estadual. Se vencesse, a equipe ficaria em nono lugar, entrando de vez na briga pelo Título do Interior. Mas, como perdeu por 1 a 0, o Galo caiu para o 15 lugar, com apenas um ponto a mais que o Noroeste, que está na zona de rebaixamento.

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O jornalista Marcel Capretz realizou na tarde de quarta-feira uma entrevista com o vice-presidente do Paulista, Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, que se mostrou muito preocupado com o futuro do clube.

Diante das mudanças que CBF (Confederação Brasileira de Futebol) fez nos regulamentos das Séries C e D do Campeonato Brasileiro, o dirigente afirmou que ficou muito difícil para o Galo obter nos bastidores um lugar na terceira divisão e que, antes de pensar em vaga na Série D, o Paulista deve se preocupar em não ser rebaixado no Campeonato Estadual.

Confira a entrevista:

Portal FI: Com a derrota diante do Mirassol, o Paulista deixou, de vez, de brigar por uma vaga no Troféu Interior?

Pitico – Ficou muito mais difícil. O pensamento tem que ser em evitar o rebaixamento. Com uma vitória, ficaríamos em uma situação muito confortável. Mas, infelizmente, perdemos e não podemos nos iludir; temos que primeiro evitar o rebaixamento.

FI – Caso o campeonato terminasse hoje, o Paulista estaria fora até do Campeonato Brasileiro da Série D. Isso preocupa vocês?

P – Preocupa. Mas temos que pensar primeiro na competição que estamos disputando. Não temos que focar na vaga neste momento. Repito: o pensamento tem que ser em não cair no Paulistão.

FI – O Paulista tinha esperanças de conseguir uma vaga na Série C por entender que outras equipes não teriam condições financeiras de disputa-la. Com as mudanças da CBF isso muda, não?

P – Muda. Agora, com grupos regionalizados, os times não vão desistir da Série C. Nos resta mesmo a quarta divisão.

FI – Você acha que o atual time do Paulista está abaixo da expectativa?

P – Não. Pelo contrário. Considero a nossa equipe muito boa tecnicamente. Acontece que futebol é coletivo e o conjunto conta muito. Não podemos comprar entrosamento no supermercado. Reunimos esse time em dezembro, alguns jogadores chegaram até depois e estamos no campeonato estadual mais difícil do país. Temos até que agradecer o (Luis Carlos) Ferreira, nosso ex-treinador, que ajudou bastante na formação desse time. As circunstâncias que o clube atravessa hoje, com os dois últimos rebaixamentos, culminaram na situação que estamos vivendo hoje.

FI – Para pioras as coisas, o próximo jogo do Paulista é contra o São Paulo…

P – Pois é. Tem mais essa. Mas não podemos entrar já derrotados. Acredito nos jogadores e na comissão técnica do Paulista. Esse é o jogo pra entrar com o coração na ponta da chuteira, correr demais e batalhar o tempo todo pra sair vencedor.