Paulista Feminino: União de gerações contribui para 'ambiente muito bom' no Santos
A equipe, que chegou até a decisão do título, só sofreu duas derrotas, justamente para o campeão, o Rio Preto
A equipe, que chegou até a decisão do título, só sofreu duas derrotas, justamente para o campeão, o Rio Preto
Santos, SP, 25 (AFI) – O clima no vestiário do Santos não poderia ser melhor. Atual campeão brasileiro e vice estadual, o clube alvinegro tem um grupo fechado, que, comandado pelo técnico Caio Couto, conseguiu mesclar atletas experientes, como a zagueira Carol Arruda, a atacante Sole Jaimes, ao lado de jovens revelações do futebol, como a lateral direita Katiuscia, de 23 anos, e a meio-campista Brena, de 20, eleitas para a seleção do Campeonato Paulista Feminino.
“É um ambiente muito bom. As meninas brincam demais. É um grupo que vem junto, em sua maior parte, desde 2015. Quem chegou, veio só para agregar. Isso tem um pouco de dedo do Caio (Couto). Ele soube misturar a experiência das meninas mais velhas, de um grupo que jogou o Brasileiro, e a juventude das novas sereias, com um outro grupo, no Paulista. Deu muito certo”, disse Katiuscia, na premiação do campeonato estadual, nesta terça-feira, na sede da FPF.
Além da união, o time comprovou a força técnica do elenco ao longo do campeonato estadual. A equipe, que chegou até a decisão do título, só sofreu duas derrotas, justamente para o campeão, o Rio Preto.
“Individualmente é muito satisfatório estar na seleção do campeonato, porém o que eu mais queria era o título. Mesmo assim a gente fez um excelente ano e eu fico muito feliz”, disse Brena. “Toda atleta do futebol feminino sonhava em jogar no Santos, na época que o time tinha Marta, Cristiane, chamou muita atenção e eu era uma dessas que sonhava. Hoje estou vivendo um sonho, é um clube que tem de tudo, te dá todo o suporte e isso para a gente que está engatinhando, é muito bom”, acrescentou.
ESTUDO
O incentivo ao futebol feminino é uma tradição do time da Vila Belmiro. E, dentre os principais estímulos, o estudo é unanimidade entre as jogadoras, quando o assunto é gratidão.
“A gente sempre está querendo evoluir, melhorar, e não só no futebol. É uma coisa que temos que enaltecer no Santos. Eu faço Educação Física, estou perto de terminar a faculdade, mas tem gente que faz jornalismo, fisioterapia, todo tipo de curso. Eles nos dão a oportunidade de ampliar nosso conhecimento, não ficar apenas no ramo do futebol. Até porque, quando a gente se aposentar, já temos uma profissão além do esporte”, contou Katiuscia.





































































































































