Paulista Feminino: Rio-pretenses destacam união pelo título: 'somos como uma família'
Mais uma vez, o técnico Chicão Reguera fez questão de valorizar a dedicação do elenco rio-pretense
Mais uma vez, o técnico Chicão Reguera fez questão de valorizar a dedicação do elenco rio-pretense
Santos, SP, 09 (AFI) – Longe de casa, o Rio Preto superou o Santos neste sábado e conquistou o bicampeonato Paulista Feminino, segundo título estadual de sua história. Após a vitória por 3 a 1 no duelo decisivo, o técnico Chicão Reguera relembrou as dificuldades superadas pelo grupo ao longo de todo o trabalho e a realização do sonho idealizado por ele e a supervisora da equipe e esposa, Doroteia. Mais uma vez, o técnico fez questão de valorizar a dedicação do elenco rio-pretense.
“Essas meninas são muito guerreiras, não querem nem saber, entram para ganhar o jogo. A gente gastou quase 12 horas de viagem vindo de São José do Rio Preto para cá, foi muito difícil. Mas está aí o resultado: campeãs de novo, com 3 a 1, e graças a Deus deu tudo certo”, disse o técnico, relembrando a conquista de 2016, também sobre o Santos.
No duelo decisivo, o Rio Preto saiu em desvantagem no placar logo aos três minutos de jogo, mas empatou logo em seguida e conseguiu a virada por 2 a 1 nos minutos finais da primeira etapa. No segundo tempo, o time firmou seu sistema defensivo para garantir o resultado, completo com o gol de Millene aos 43 minutos. O treinador explicou as mudanças que fez no time para a segurança nos momentos finais da partida.
“Em um momento do jogo, usei a Ana Alice, que é zagueira, como volante, porque ela é mais alta, e depois entrou a Maiara, que fechou ainda mais a defesa. Então, ficamos seguros e ficou mais difícil para elas (o Santos) jogarem”, explicou.
O SONHO
O time de futebol feminino do Rio Preto começou em 1996, a partir de um sonho de Chicão e Doroteia, que fundaram a equipe hoje bicampeã paulista. Tanto o casal quanto as jogadoras rio-pretenses destacaram que o clima é maior que o de um time, e sim de uma família. “Eu estou aqui há seis anos e o que já pude viver é que podem mudar algumas jogadoras, mas o espírito de união do grupo continua o mesmo, assim como a garra e determinação”, disse a zagueira Ana Alice, que integrou o elenco campeão em 2016.
“O nosso sonho deu certo e hoje nós estamos aí lutando com a vida, porque nada está fácil. E agora vamos ver como será a partir do ano que vem, para, se a gente perder jogadoras conseguir repor e continuarmos sempre chegando”, completou Chicão, relembrando conquistas. Em 2015, o Rio Preto conquistou o título do Campeonato Brasileiro, competição da qual disputou a decisão novamente em 2016. Na temporada de 2017, chegou até as semifinais da competição nacional.
Para Doroteia, supervisora de futebol, o envolvimento de todos com o projeto é o que faz o trabalho do Rio Preto funcionar e o que permite continuar sonhando no futuro. “O nosso trabalho já dura anos, a gente veio batalhando e fora de campo, as meninas são muito unidas. Na verdade a gente não tem uma equipe, temos uma família. É uma sensação que é difícil de explicar. A gente procura manter o nosso elenco entre as temporadas porque elas têm um respeito e um carinho muito grande uma pela outra”, concluiu.





































































































































