Paulista Feminino: João Batista comanda primeiro treino na Ferroviária
Trabalhando como treinador desde 2006, na época de jogador ele chegou a defender a Ferroviária
Trabalhando como treinador desde 2006, na época de jogador ele chegou a defender a Ferroviária
Araraquara, SP, 25 (AFI) – O técnico João Batista foi oficializado, na noite da última segunda, como novo comandante do time feminino da Ferroviária. Na manhã de quarta, João Batista já conduziu seu primeiro treino. Antes de começar os trabalhos, o treinador conversou com atletas e membros da comissão técnica e falou como pretende conduzir a equipe. Ele ressaltou que não encara o futebol feminino como amador e que, apesar da experiência como treinador de clubes masculinos, está preparado para treinar atletas profissionais, independente de serem homens ou mulheres. As Guerreiras Grenás estão em quarto lugar, no Grupo 1 do Campeonato Paulista Feminino, tendo somado oito pontos até aqui. As quatro primeiras equipes avançam a próxima fase.
João Batista, 49 anos, nasceu em Terra Rica-PR e atualmente mora em Américo Brasiliense, estado de São Paulo. Iniciou sua carreira como jogador profissional (volante) em 1988, revelado pelo União de Rondonópolis-MT.
Teve passagens por diversos clubes do interior paulista, como Independente de Limeira, Portuguesa, São José, XV de Piracicaba, Rio Preto e Atlético Sorocaba, e também pelo Tampa Bay, dos Estados Unidos.
Defendeu a Ferroviária de 1992 a 1995. Em 2006, tornou-se técnico do Osvaldo Cruz-SP, conquistando o acesso à série A2. Em seguida, comandou equipes como Campinas, Batatais, Inter de Limeira, Matonense, Grêmio Barueri e Atlético Itapemirim-ES – até abril de 2016.
O jogo de estreia de João Batista à frente da Ferroviária será pelo returno da primeira fase do Campeonato Paulista, no próximo domingo. O adversário da Ferroviária é o XV de Piracicaba, às 15h, fora de casa – a primeira partida entre as equipes, em abril, terminou empatada em 1 a 1.
CONFIRA ABAIXO A ENTREVISTA DE JOÃO BATISTA AO SITE GUERREIRAS GRENÁS:
Como foi seu primeiro contato com o futebol feminino?
Há um ano, após o Fabrício Maia assumir a coordenação da Seleção Brasileira Feminina, houve um primeiro contato para assumir a sub-20, mas na ocasião eu estava em um projeto bastante interessante e isso não pode ser concretizado. Desde então, tenho mantido contato e venho me aproximando da modalidade, buscando informações. Muitas coisas são novas, pois é um trabalho diferente. Mas o projeto aqui já é de longos anos e terei a colaboração de uma grande equipe, com profissionais muito competentes.
E o que você planeja para a equipe nesse primeiro momento?
Conhecer mais, me adaptar e, a princípio, dar continuidade ao trabalho. As mudanças que se fizerem necessárias virão aos poucos, com o decorrer do trabalho.
Qual será o maior desafio?
O futebol em si, no lado prático, nem tanto, mas é preciso respeitar algumas características diferentes do futebol feminino quando comparado ao masculino, principalmente em relação à força, à carga de trabalho. Estarei muito próximo dos profissionais que cuidam da preparação física para me aprofundar nisso o mais rápido possível. E no lado emocional, é claro que muda também. A sensibilidade da mulher se faz mais presente e às vezes a linguagem, a maneira de cobrar precisa ser diferente. No mais, a necessidade de ganhar é a mesma, a responsabilidade é a mesma.
O que espera do Campeonato Paulista?
É um campeonato difícil e a Ferroviária, pelo que é hoje e pelo que representa no futebol feminino e no futebol paulista, tem a obrigação de se classificar e de brigar pelo título. Estamos em um momento complicado em relação à composição do time, a equipe está desfalcada, mas tem em um ótimo nível e creio que, dando continuidade ao trabalho, será possível se classificar para a próxima etapa e brigar pelo título.





































































































































