Paulista cumpre promessa e afasta jogadores de empresário
Jundiaí, SP, 18 (AFI) – No início do ano passado, os dirigentes do Paulista ficaram indignados com a forma com que o meia Felipe Sodinha saiu do clube e se transferiu para a Udinese, da Itália – o jogador conseguiu na Justiça a sua liberação e o Galo não obteve nenhuma compensação financeira.
Após essa saída, houve uma grande confusão e muita polêmica. Diante disso, os dirigentes jundiaienses decretaram: nenhum jogador empresariado por Nenê Cardoso (empresário de Sodinha) poderia mais permanecer nas categorias de base e no elenco profissional do Paulista.
Passado pouco mais de um ano de toda essa celeuma, o jornalista Marcel Capretz apurou com exclusividade que Nenê Cardoso não cuida da carreira de mais nenhum jogador que esteja no Galo. Quem confirma é o próprio empresário.
“Após toda aquela polêmica, os jogadores que tinham vínculo comigo e estavam no Paulista foram dispensados e tiveram que resolver a sua situação. Os pais de todos eles vieram até o meu escritório e eu os deixei livres para escolher o que eles quisessem, porque eu não obrigo ninguém a fazer nada. A maioria ficou do meu lado, tanto que hoje todos estão bem; tem uns na Itália, outros na Espanha. Já os que quiseram continuar no Paulista em alguns meses foram dispensados e estão hoje sem clube”, afirmou Nenê.
De acordo com o empresário, os seus maiores negócios estão hoje fora do país. Porém, ele estaria disposto a uma reconciliação com o Paulista. “Eu sou jundiaiense e quero ver o time bem. Mas quem mais perdeu nisso tudo foi o clube. Foram eles quem deixaram de lucrar com o Sodinha”, disse o empresário.
“Me lembro muito bem de uma reunião que eu tive com o Pitico (vice-presidente) e com o João Paulo Medina. O Pedrinho Vicençote, que é o meu sócio, veio neste encontro e eles nos perguntaram como trabalhávamos e explicaram que estava por vir uma parceria em Jundiaí que visava mandar jogadores para um time da Suiça (Lausanne). Só que o que eles começaram a fazer agora, nós já fazemos faz tempo. Foi oferecido um salário de R$ 1.500 ao Sodinha, sendo que ele tinha uma proposta da Udinese. Foi nesse momento que começaram a surgir aquelas declarações de que o clube havia pago dois bifes ao jogador durante não sei quantos anos. O pai do Felipe, com razão, se irritou e disse que não queria mais que o filho dele jogasse no Paulista. Foi isso o que aconteceu”, completou.
Não sei de nada!
Sobre a demissão de Baroninho, que hoje está no Santo André, Nenê afirma não ter nenhum envolvimento. “Eu não tinha nenhuma relação com o Barone. Tanto que hoje ele está no Santo André e eu não tenho jogador lá. O que aconteceu foi que o Pitico me disse certa vez que estava precisando de um treinador para as categorias de base do Paulista; eu falei pra ele do nome do Barone, que eu sabia que vivia futebol e que sabia muito bem, por exemplo, ensinar um jogador a bater na bola. Apenas isso”, disse.
Também no ano passado, o meia Luiz Henrique entrou na Justiça contra o Paulista, ganhou os seus direitos e hoje defende o Santos. Nenê Cardoso confirma que é o empresário do jogador, mas nega envolvimento com a saída dele do Galo.
“O Luiz Henrique me procurou, dizendo que estava encostado no Paulista. Eu pedi um vídeo para ele, e vi que ele havia feito dois gols olímpicos, já que eu nem sabia disso. Depois, perguntei se ele estava livre, pois é obvio que não quero nenhum tipo de problema. Ele disse que havia conseguido a liberação, porque ele
foi emprestado para o América. Aí sim eu comecei a trabalhar com ele. Nesse meio tempo, o Emerson (Leão, técnico do Santos) queria conversar comigo sobre a liberação do Nenê, que hoje está no Mônaco, da França. A negociação não deu certo e eu falei do Luiz. Ele ficou lá um tempo treinando, o Leão gostou e hoje ele é jogador do Santos”, ressaltou o empresário, apontando que pelo fato de ter sido jogador tem bom relacionamento com a maioria dos treinadores.
“Os contatos com os clubes de fora é feito pelo Pedrinho. Já por aqui, eu tenho bons contatos. Tanto é que o Leão sempre fala comigo. O meu carro-chefe como empresário é o Nenê que está na França. Mas é aquele tal negócio: se você indica um jogador e ele vai bem, o clube sempre vai te procurar”, finalizou Nenê Cardoso.





































































































































