Paulista A3: 'Xerife' do Flamengo exalta melhor defesa da competição

Carlão é uma das principais peças da sólida defesa flamenguista, que sofreu apenas oito gols em 15 jogos

Carlão é uma das principais peças da sólida defesa flamenguista, que sofreu apenas oito gols em 15 jogos.

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Guarulhos, SP, 13 (AFI) – Chegar aos 36 anos atuando em alto nível é um privilégio para poucos atletas. Com fôlego de garoto e técnica digna de zagueiro experiente, Carlão conquistou a torcida rubro-negra e se transformou no símbolo da sólida defesa do Flamengo de Guarulhos no Campeonato Paulista da Série A3 – detentora do melhor aproveitamento das três primeiras divisões, com média de 0,53 tentos sofridos por jogo.

O beque santista, que possui seis acessos na carreira, justificou a braçadeira de capitão utilizada desde a primeira rodada com atuações consistentes, contudo, que não se resumem em desarmes, carrinhos e eficiência nas bolas aéreas. A orientação dentro das quatro linhas é uma das principais qualidades de Carlos Alberto Ferreira da Silva.

Ao discorrer sobre as instruções proferidas aos companheiros dentro de campo, Carlão mostrou-se confortável com a postura assumida desde que desembarcou em Guarulhos e garantiu motivação extra com as tarefas diárias reservadas ao líder do grupo.

“Ostentar a braçadeira de capitão é um ato de muita responsabilidade. Cada atleta tem o seu temperamento, mas procuro ser sempre direto naquilo que falo aos companheiros em prol do clube. Esse desafio me faz seguir ainda mais focado para jogar em alto nível”, salientou o zagueiro.

Adiante, quando questionado sobre a invicta campanha realizada até o momento, Carlão manteve os pés no chão, mas destacou a entrega e a qualidade do grupo construído para a disputa da terceira divisão estadual.

Carlão é um dos destaques da defesa flamenguista. (Foto: Marcos Vieira / AA Flamengo)

Carlão é um dos destaques da defesa flamenguista. (Foto: Marcos Vieira / AA Flamengo)

“O grande mérito do Flamengo de Guarulhos nesta Série A3 é a consistência do setor defensivo. Nossa marcação aplicada tem dificultado os adversários dentro e fora de casa. O plantel, ademais, foi escolhido a dedo, com jogadores de caráter, sabedores dos objetivos que podem alcançar através de muita luta e esforço”, pontuou.

O capitão, entretanto, garantiu não pensar no recorde sem derrotas que o elenco de 2016 pode igualar – faltam apenas duas partidas para o Flamengo atingir a marca de 1999, quando ficou 17 partidas sem sofrer um revés, durante a Série B1-B.

“O foco é sempre o próximo duelo. Encaramos cada embate como se fosse uma final, com o intuito de levantar um título ao final dos 90 minutos. Enfrentamos muitas dificuldades até aqui, mas a vontade de vencer é muito maior do que o medo de perder. Assim, o triunfo está sempre mais próximo de nós”, revelou.

Carlão, suspenso, não enfrentará o São José, nesta quinta-feira, em partida que pode selar a classificação do Flamengo para o quadrangular – na matemática rubro-negra, a marca de 32 pontos garante o avanço à segunda fase. Porém, o capitão garantiu instruir Igor Prado e Luís Felipe, provável dupla defensiva em São José dos Campos, e elogiou o potencial dos companheiros beques.

“Sabemos das dificuldades que enfrentaremos em São José dos Campos, porém, Igor Prado e Luís Felipe possuem muito potencial. Uma das grandes competências do Flamengo até o momento foi manter a qualidade através da atuação dos suplentes. Quem vem do banco corresponde, e isso é reflexo da força do plantel que foi construído. Espero que a equipe mantenha a mesma identidade. Eles têm tudo para realizar um grande jogo no Martins Pereira”, disse.

Por fim, ao ressaltar o segredo para manter o fôlego e a técnica aos 36 anos – atuando, geralmente, em temperaturas elevadas e horários não-convencionais –, Carlão afirmou manter a mesma dedicação dentro e fora das quatro linhas, procurando atingir um alto nível de competitividade.

“Dedico-me muito naquilo que faço. Quero vencer sempre e ser o melhor nas tarefas executadas. Essa ambição me faz crescer em competitividade, atingindo um nível alto de qualidade. Além disso, a família é essencial para o bom desempenho de um atleta. Procuro me alimentar adequadamente e dormir bem para seguir atuando com qualidade”, exemplificou Carlão, antes de concluir sobre o desfecho da vitoriosa carreira.

“Enquanto me sentir competitivo, estarei dentro de campo fazendo o que amo: jogar futebol. Quando essa essência for perdida, será o momento de encerrar a carreira”, findou.

Veja o ranking das melhores defesas das três primeiras divisões paulistas (Séries A1, A2 e A3):

1-Flamengo e Rio Preto (ambos da Série A3: 8 gols sofridos em 15 jogos, média de 0,53)

2-São Caetano (Série A2: 9 gols sofridos em 15 jogos, média de 0,6)

3-Corinthians (Série A1: 6 gols sofridos em 10 jogos, média de 0,6)