Paulista A3: Noroeste terá apenas 20% de cota penhorada

Em primeira decisão, o clube de Bauru teria que abrir mão do valor total cedido pela FPF para quitar dívidas trabalhistas

Em primeira decisão, o clube de Bauru teria que abrir mão do valor total cedido pela FPF para quitar dívidas trabalhistas.

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Bauru, SP, 25 (AFI) – O Noroeste começou o ano tendo que enfrentar alguns problemas jurídicos, que poderiam ter rendido um grande prejuízo financeiro. Mas a principio, a ação que determinava a penhora da cota cedida pela Federação Paulista de futebol (FPF) para quitar dívidas trabalhistas foi revista pelo juiz responsável pelo caso.

A diretoria do clube apresentou uma documentação à Justiça do Trabalho demonstrada o balanço contábil e fiscal do clube, incluindo recibos de pagamentos em dia. Solicitado o desbloqueio da cota, os documentos foram analisados e serviram para renegociar a punição.

O presidente do Noroeste, Emílio Brumatti, conseguiu diminuir o valor da penhora da cota do clube.

O presidente do Noroeste, Emílio Brumatti, conseguiu diminuir o valor da penhora da cota do clube.

O advogado Gustavo Gandara, responsável pelo Departamento Jurídico do Norusca, também argumento que o valor cedido pela FPF é essencial para custear as “despesas de viagem, concentrações, entre outras da Série A3 do Campeonato Paulista. Assim, a justiça determinou que manteria o bloqueio, mas limitando a penhora a apenas 20% do valor. Com a nova decisão, a diretoria do clube não recebe R$ 96 mil dos R$ 120 mil. Antes, teria que abrir mão do valor total.

PENHORA

O processo teve início no ano passado, quando 18 atletas representados pelo Sapesp (Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo) ganharam ações na justiça por acordos trabalhistas não cumpridos referentes aos anos de 2013, 2014 e 2015. O valor de todas essas ações ultrapassa R$ 2.000.000,00, o que motivou a penhora do valor de 100% da cota da FPF.