Paulista A3: Jogadores do Grêmio Barueri 'param' jogo para protestar contra diretoria
No início da partida contra o Olímpia, todos os atletas do time sentaram-se no chão e assistiram o adversário tocar a bola
No início da partida contra o Olímpia, todos os atletas do time se sentaram no chão e assistiram o adversário tocar a bola.
Indaituba, SP, 21 (AFI) – Não é segredo para ninguém quem a atual situação do Grêmio Barueri é lamentável. Mas neste domingo, após a derrota por 2 a 0 para o Olímpia, a crise que o clube atravessa ficou ainda mais escancarada. Isso, porque o jogadores resolveram se posicionar em relação às atuais condições de trabalho oferecidas pelo time.
Quando o juiz apitou o início da partida com o Galo, todos os atletas baruerienses sentaram-se no gramado e assim permaneceram por um minuto. O gesto foi um protesto direcionado a diretoria do clube, que acumula salários atrasados e não oferece as condições ideais para os jogadores trabalharem, em questão de infraestrutura e organização. Em respeito a manifestação dos adversários, o Olímpia ficou apenas tocando a bola, até que todos se levantassem.
Hoje, o Barueri é o time de pior campanha na Série A3 do Campeonato Paulista. Foi derrotado em todos os jogos e ainda não pontuou na competição, sendo que na primeira rodada perdeu por WO para o Primavera, porque não tinha o número suficiente de jogadores registrados na Federação Paulista de Futebol (FPF).
Para piorar, vem de uma sequência de goleadas. Em seis jogos que foi a campo, sofreu 28 gols, oito destes em uma goleada histórica no clássico regional com o Grêmio Osasco. Também perdeu de 5 a 2 para o Comercial e 4 a 0 para Rio Preto e São José.
BAGUNÇA
Os problemas na administração são claros. Outra complicação que o time vem enfrentando é em relação ao estádio. Com a Arena Barueri disponibilizada para partidas de Rugby, em algumas ocasiões a equipe precisa mandar seus jogos fora de casa. Neste domingo, perdeu para o Olímpia jogando no Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba.
Recentemente, a diretoria rompeu com o investidor Jaci Martinho de Oliveir, e deu sinais de que estaria começado a se organizar, já que havia uma queda de braço entre a diretoria e o parceiro, o que travava decisões importantes. Ao menos, o time conseguiu definir um técnico. Na primeira partida, quando o time não foi a campo, Toninho Cobra séria o treinador. Na segunda rodada, Milton Muniz comandou a equipe. Na terceira, foi a vez de Paulo Muller e na goleada sofrida para o Rio Preto quem ficou no banco foi Matheus Soares, um dos gestores do clube. A partir daí Paulo César assumiu o time e segue no comando até o momento.





































































































































