Paulista A3: 'Fizemos o máximo para ajudar', diz secretário sobre ex-dirigentes do Barueri
As dívidas e a falta de cuidado da gestão Alberto Ferrari tornaram insustentável uma boa relação com a Prefeitura da cidade
As dívidas e a falta de cuidado da gestão Alberto Ferrari tornaram insustentável uma boa relação com a Prefeitura da cidade.
Barueri, SP, 31 (AFI) – Em meio a maior crise da história do Grêmio Barueri e dúvidas sobre o futuro do clube, a prefeitura da cidade tem sido sondada por outras equipes que desejam mandar partidas na Arena Barueri. No entanto, um entrave impede que novas equipes venham para o município – elas também querem que a prefeitura invista recursos nos times.É o que revela o secretário de Esportes, Demétrius Ferreira.
Em entrevista ao Torcedor S/A, Ferreira revelou que ao menos quatro clubes da segunda e terceira divisão do futebol paulista o procuraram para saber se é possível fazer a mudança. Ele também enfatiza que a prefeitura ajudou o Abelha até onde foi possível, mas que a falta de compromisso levou ao rompimento em 2015.
“Tem bastante times que nos procuram, mas sempre querem alguma ajuda da prefeitura. E com a crise [econômica], a prefeitura não tem como ajudar a não ser ter um contrato com a Arena”, afirmou. “Fica difícil de a gente fechar um acordo por causa disso, sempre esperam algo em troca da prefeitura. Não só jogar na Arena, mas uma ajuda financeira e hoje não temos condições de fazer isso”.
ROMPIMENTO
A administração da cidade rompeu com o clube em 2015, após mais uma campanha ruim do clube. Depois do término do vínculo entre o Grêmio Barueri e a prefeitura, o time demorou três meses para deixar o Centro de Treinamento da Vila Porto. A saída só ocorreu após decisão judicial. O comando do futebol desde o ano passado estava com o vice-presidente Narciso Fernandes e do presidente Jackson Pereira.
“Deixaram de arrumar o campo, de cuidar do alojamento, não pagavam jogador, isso é uma mídia muito ruim para a cidade de Barueri. Então achamos por bem não continuar com o contrato com eles”, diz Ferreira. Ele também nega que a prefeitura não tentou ajudar o clube, crítica que era feita pelos ex-diretores. “Eles acusaram a gente de não estar ajudando, mas fizemos todo o possível, o máximo para poder ajudar, mas eles também não cooperaram”.
O FIM
Neste ano, investidores assumiram o comando do time, comandados por Jaci Martino de Oliveira. Porém, um racha entre dirigentes e gestores fez com que o clube levasse o W.O na primeira rodada, por não ter inscrito atletas. Daí para frente foram só derrotas. Com isso, a situação ficou insustentável e o então presidente Alberto Ferrari abandonou o barco no início de março.
Um dos problemas massivamente divulgado na mídia, foi a falta de condições de trabalho dos atletas. Em reportagem do Futebol Interior, foi mostrado o alojamento utilizado pelos atletas. Teias de aranha e paredes carcomidas compõem o ambiente. Quando deixam a moradia para ir aos jogos os problemas continuam. Em diversas ocasiões, teve que contar com a ajuda dos adversários. Na goleada por 10 a 0 para o Nacional, por exemplo, foi o adversário quem cedeu alimentação e água para o elenco. Sem contar os salários atrasados.
NOVA DIREÇÃO
Jogar na Arena também se tornou uma dificuldade. Sem um termo de concessão, a prefeitura é obrigada a cobrar o aluguel do estádio, com taxa de R$ 12 mil. “Tem um decreto a ser pago, quando não existe um termo de concessão. Infelizmente, não podemos abrir mão do decreto”, explica o secretário.
O clube foi assumido por um novo grupo,que ainda age sob mistério e evita declarações, enquanto tentam arrumar a casa. Ferreira não descarta conversar com a nova gestão.
“A outra gestão tinha três jogos em atraso e que não foram pagos, o pessoal que entrou está negociando para poder pagar. Então a gente espera que eles possam se acertar primeiramente financeiramente, e depois acertar o time para continuar um trabalho honesto e decente”, conclui Ferreira.
O novo gestor do clube, André Leone, já se pronunciou afirmando que o objetivo da gestão é retornar a Barueri. Mas para isso, precisam acertar a dívida com a prefeitura. A última partida do time como mandante na Série A3 foi realizada em Santa Bárbara Do Oeste.





































































































































