Paulista A2: Embalada, Portuguesa tenta repetir feito raro do São Caetano

Em apenas uma vez, o time que conquistou Copa Paulista conseguiu o acesso no ano seguinte

Em apenas uma vez, o time que conquistou Copa Paulista conseguiu o acesso no ano seguinte

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São Paulo, SP, 31 – Campeã da Copa Paulista de 2020, a Portuguesa se prepara para a disputa da Série A2 de 2021. Com a base mantida e a chegada de alguns reforços, a Lusa tentará o acesso no campeonato após a conquista na copa estadual.

A situação ocorreu com o São Caetano no ano passado, mas passa longe der ser comum. Além do Azulão, Votuporanguense, XV de Piracicaba, Santo André, Noroeste, Votoraty, Atlético Sorocaba, São Bento e Bandeirante disputaram a Série A2 no ano seguinte à conquista da Copa Paulista e pouco tiveram sucesso.

Foto: Rodrigo Corsi/Paulistão - Foto: Rodrigo Corsi/Paulistão

Foto: Rodrigo Corsi/Paulistão

RELEMBRE

Bandeirante (2002): campeão da Copa Coca-Cola, nomenclatura utilizada na época, o time de Birigui até fez uma boa Série A2 no ano seguinte. Somou 22 pontos e ficou em sétimo. Porém, apenas os quatro primeiros avançavam e a última vaga ficou com o Flamengo de Guarulhos, com 24 pontos.

São Bento (2003): a equipe de Sorocaba, campeã da copa estadual em 2002, também fez campanha razoável. Somou 24 pontos em 14 jogos e terminou em terceiro do Grupo 2. O regulamento, porém, só classificava os dois primeiros, que foram Atlético Sorocaba (28) e Matonense (25).

Atlético Sorocaba (2009): após vencer a Copa Paulista sob o comando de Paulo Roberto, a equipe manteve a base para a Série A2. Com apenas 21 pontos somados, o time terminou em 15º, com apenas três pontos a mais que o rebaixado Juventus e distante nove pontos da zona de classificação.

Votoraty (2010): vindo de dois títulos seguidos (A3 e Copa Paulista), o time de Votorantim tinha Fernando Diniz como comandante. Somou 29 pontos em 19 jogos e terminou em nono lugar, apenas dois pontos atrás do São José, que se classificou. Poderia ter se classificado se tivesse vencido o rebaixado Taquaritinga na rodada final.

Noroeste (2013): comandado por Moisés Egert na conquista de 2012, o Noroeste viu o treinador sair. Em crise financeira, nove dos 11 titulares da final também deixaram o clube, que somou 19 pontos em 19 jogos e foi rebaixado em 17º lugar devido ao saldo de gols (-4 a -6 para a Ferroviária).

Santo André (2015): a equipe do ABC conquistou a Copa Paulista com o comando de Ivan Izzo. Conseguiu manter a equipe para a Série A2 do ano seguinte, que foi disputada em pontos corridos. Em 19 jogos, somou 30 pontos e ficou na nona colocação. O Água Santa, quarto colocado, subiu com 35.

XV de Piracicaba (2017): campeão em 2016, o XV foi mais um time que apostou na manutenção da base para a temporada seguinte. Com muitos empates (10 em 19 jogos), a equipe não conseguiu ir além do 12º lugar, com 25 pontos. O rebaixamento – caíam seis – só foi evitado por conta da vitória contra a Portuguesa, na última rodada.

Votuporanguense (2019): após vencer a Copa Paulista, o Votuporanguense perdeu o técnico Rafael Guanaes, que foi para o Athletico Paranaense, além de mais dois titulares. Com grande parte da base mantida, o time só foi vencer na Série A2 na nona rodada. Terminou com 16 pontos em 15 jogos e em 13º. Rebaixado, o Nacional somou apenas um ponto a menos, enquanto o Taubaté, oitavo colocado, fez 19.

São Caetano (2020): o Azulão foi exceção à regra. Campeão em 2019, o time do ABC, porém, perdeu diversos jogadores por conta da crise financeira. Dos 18 relacionados para a decisão, apenas sete fizeram parte do elenco na Série A2, sendo que alguns ainda saíram na pausa da pandemia. Apesar disso, o time se superou em campo e conseguiu o título e o acesso para o Paulistão.