Paulista A2: EC São Bernardo teria recebido proposta para venda do clube à chineses

Ascensão recente do Cachorrão no futebol paulista teria despertado interesse de investidores do país asiático

Ascensão recente do Cachorrão no futebol paulista teria despertado interesse de investidores do país asiático

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São Bernardo do Campo, SP, 17 (AFI) – O EC São Bernardo vive momento de ascensão no futebol paulista. Nos últimos quatro anos, entre 2017 e 2020, o clube saiu do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, quarto e último patamar estadual, e chegou à Série A2, retornando à competição após 31 anos.

A boa fase é fruto da profissionalização na gestão do clube e acabou por chamar a atenção de investidores asiáticos interessados na compra do EC São Bernardo. De acordo com o presidente do Cachorrão, Felipinho Cheidde, empresários chineses estariam dispostos em adquirir o clube.

“Fomos ‘assediados’ por grupo de empresários chineses que inicialmente queriam comprar o clube. De imediato, neguei. Por mais que tenham falado que o dinheiro era livre, não demonstrei interesse algum, seria loucura da minha parte. Passa longe do meu desejo. Nem deixei fazer oferta, por mais que fosse inacreditável”, disse o mandatário em entrevista ao Diário do Grande ABC. “Perderia a autonomia e a identidade de um clube com 92 anos numa cidade, seria traição incrível. Não sou capaz disso”, justificou.

EC São Bernardo conquistou acesso à Série A2 do Paulista (Foto: Alexandre Battibugli/Paulistão)

EC São Bernardo conquistou acesso à Série A2 do Paulista (Foto: Alexandre Battibugli/Paulistão)

PARCERIA

Mesmo com a negativa, os investidores da China, que representam diversos clubes em seu país, insistiram nas investidas e tentavam buscar alternativas. “As (propostas) que tinham interferências na administração do clube não aceitei. Isso foi aumentando o interesse deles”, continuou o mandatário.

Sem acordo pela venda do clube, Cheidde afirmou que os empresários, interessados em captar jogadores para o mercado local, demonstraram interesse em quatro nomes do elenco alvinegro, sem revelar nomes.

“Com o dinheiro da venda dos quatro jogadores a gente ia montar nosso centro de treinamentos e mostramos isso a eles, que se interessaram de outra forma. Viram que temos hierarquia sólida, respeito grande, conduta, sem salário atrasado. Então não ficaram interessados só nos quatro jogadores, como querem ser parceiros financeiros”

“Eles colocam o dinheiro e nós administramos. Fazemos o centro de treinamento, a captação dos jogadores e vamos repassando para eles. Querem atletas tecnicamente treinados para disputar a competição. Tendo um CT isso não é problema, a gente faz treinamento e prepara eles para exportação, dando oportunidade para jovens da cidade e elevando o nome do município internacionalmente”, continuou.

SONHO

A possibilidade do reforço no caixa do clube faz com que Felipinho Cheidde sonhe com voos ainda maiores.

“Estamos interessados em evoluir. Com eles (investidores) a velocidade será maior, sem eles será outra, mas vamos chegar lá. Depois que subi da B (Segundona) para a A3, vi que tudo era possível. Não tenho receio de achar que vamos chegar ao Campeonato Brasileiro da Série A. É questão de tempo”, finalizou o presidente.