Paulista A2: Advogados da Sapesp defendem direitos de profissionais do Batatais
Representando jogadores e comissão técnica, Filipe Rino e Thiago Rino reivindicam um valor total de R$ 963.405,13
Representando jogadores e comissão técnica, Filipe Rino e Thiago Rino reivindicam um valor de R$ 963.405,13
Batatais, SP, 05 (AFI) – Os advogados do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp) tiveram um dia agitado nesta terça-feira. Foram realizadas 21 audiências na sede do clube Batatais, pois a equipe não realizou pagamentos dos atletas e comissão técnica referente à Série A2 do Campeonato Paulista, onde o time terminou em quarto lugar. Representando os profissionais, os advogados Filipe Rino e Thiago Rino reivindicam um valor total de R$ 963.405,13 para 21 pessoas.
O valor refere-se a salários vencidos, entre os meses de dezembro e maio, férias e 13º salário proporcionais, FGTS, INSS e multa no artigo 477 (deixar de fazer o acerto trabalhista no prazo). Apesar de todos os atrasos, os jogadores demonstraram todo profissionalismo ao conquistarem o quarto lugar no campeonato.
Todo o elenco foi registrado junto à Federação Paulista de Futebol (FPF) com um salário de R$ 900,00 e o restante era pago como direitos de imagem. A defesa do clube, entretanto, se limitou a dizer que estava tudo pago, mas que perdeu os recibos para comprovação.
DEFESA DO CLUBE
O clube também negou que tivesse contratado os jogadores em dezembro de 2015, o que foi desmentido pelo hotel da cidade, que prestou depoimento comprovando que os atletas ficaram hospedados durante todo o mês.
O presidente do Batatais, terceiro a assumir o cargo em 2016, não soube dizer absolutamente nada sobre uma possível parceria do clube. Ninguém desta misteriosa empresa apareceu nas audiências, bem como ninguém da diretoria do clube sabe o nome da mesma.

TENTATIVAS DE ACORDO
Os advogados dos atletas, Filipe Rino e Thiago Rino, vêm tentando firmar acordo com o Batatais até o dia anterior da audiência (03/10), mas sem obter sucesso. Isso levou os defensores a tomar iniciativas judiciais para resguardar os direitos dos profissionais.
Outro assunto perguntado por Filipe e Thiago foi sobre a cota televisiva, mas ninguém sabe dizer quem recebeu e gastou a verba. Os advogados afirmaram que vão realizar um levantamento cuidadoso dos valores, pois os jogadores dependem desta cota para receber, já que o clube não conta mais com bens.
CONFIANTE NA VITÓRIA
“Foram 21 audiências no mesmo dia, contra o mesmo clube, acho que nunca aconteceu antes, eu nunca vivenciei isso, foi exaustivo mentalmente, mas foi produtivo, e saímos aliviados com a certeza da vitória”, disse o advogado Thiago Rino.
“A gente só tenta transformar pela Justiça o futebol num meio melhor para quem joga, quem trabalha no meio e com isso trazer a credibilidade, a torcida e os patrocinadores de volta a este esporte”, completou.
Apesar de receber cerca de R$ 580 mil de cota, fora bilheterias e patrocínio, o Batatais não pagou nada durante seis meses. Como não formalizou contrato com esta parceria, desconhecida por todos, o clube é o empregador oficial de todos os atletas, recebendo autorização da FPF para celebrar e registrar os contratos federativos.





































































































































