Paulista A-2: Ferroviária tem motorista com nome de campeão

Motorista 300Araraquara, SP, 04 (AFI) – Quem pensa que a Ferroviária tem um trabalho sério apenas na formação da equipe de futebol está enganado. O sucesso do clube/empresa de Araraquara é resultado de empenho e dedicação de todos os funcionários, do presidente ao faxineiro. Um profissional que traz alegria na Ferroviária é o motorista Roberto Carlos Frederico, mais conhecido como Fred Alonso (foto). O nome Alonso é em homenagem ao campeão mundial da Fórmula 1, o espanhol Fernando Alonso.

Na Ferroviária desde 2003, na criação da S/A, Fred Alonso tem muita história para contar sobre os anos que passou pilotando os ônibus de todas as equipes da Ferroviária. Para Fred Alonso, não há no país motorista melhor que ele.

“Modestamente não é apenas modo de dizer, eu me acho o melhor motorista do Brasil (risos)”, declara Fred Alonso, despertando risos de todos que escutam essa afirmação.

Fred Alonso é motorista desde seus tempos de adolescência, quando trabalhava na Usina Tamoio. Mas sua relação com o time de Araraquara começou antes de 2003. Fred Alonso garante que foi ele quem revelou o volante Valdir Chic-Chic, que fez sucesso na Ferroviária, em clubes mineiros e até na Seleção Brasileira.

“Com grande experiência no futebol, assistindo várias partidas, percebi que ele (Valdir) era diferente, conversamos e eu o indiquei para vir para a Ferroviária, onde ele jogou muito bem e chegou à Seleção Brasileira”.

Em entrevista, Fred Alonso contou mais detalhes de toda sua trajetória pessoal, fatos curiosos e que fazem a alegria de todos no clube/empresa. Confira!

Como foi sua infância e sua trajetória até virar motorista?
F:
Minha infância foi maravilhosa. Estudei até o quarto ano, gostava muito de brincar com bola e caminhão. Trabalhei na Usina Tamoio, na lavoura de cana, onde cheguei a ser chefe de turma, fui transferido para a seção de auto-transporte como motorista e desde então sou motorista.

Fale um pouco de sua família. Tem filhos?
F:
Tenho uma família maravilhosa, estou casado há dez anos com Cristina que amo muito e que me deu duas filhas: Larissa e Ana Julia, uma enteada que considero como minha filha: Aline. Vivemos muito bem em nosso lar simples e humilde onde há muita paz e alegria.

Onde trabalhou antes de chegar à Ferroviária?
F:
Trabalhei na Usina Tamoio, Usina Santa Lídia, na Tranjoara e na TNT transporte, onde aposentei.

Fale de sua relação com o futebol? É verdade que até técnico já foi?
F:
Sempre tive uma relação muito próxima com o futebol, joguei em time amador e depois de encerrar a carreira como jogador fui técnico de uma equipe de grandes amigos que já passaram pelo futebol profissional. O nome da equipe era URT (União Recreativa Tamoiense). Fomos campeões em torneios comemorativos ao dia do trabalhador.

Você diz que revelou o volante Valdir Chic-Chic, que brilhou na Ferroviária, em grandes clubes mineiros e até na Seleção Brasileira. Como foi isso?
F:
Na verdade não fui eu quem revelou o Valdir. Com grande experiência no futebol, assistindo várias partidas percebi que ele era diferente, conversamos e eu o indiquei para vir para a Ferroviária onde ele jogou muito bem. Depois foi vendido para o platinense do Paraná, fez ótimo campeonato e daí pra frente foi só sucesso, passando por vários clubes de grandes nomes como Atlético-PR, Internacional-RS, Atlético-MG, Japão, Cruzeiro MG, Seleção Brasileira, entre outros.

Está na Ferroviária desde quando? Fale os títulos que conquistou desde sua chegada?
F:
Desde 2003. Trabalhei como mordomo e depois passei a ser motorista do ônibus. O time subiu da B-1 para a série A-3, foi campeão da Copa Federação Paulista de Futebol 2006, e subiu da série A-3 para a série A -2 em 2007.

Você é bastante amigo de todos no clube. O que você acha desse relacionamento?
F:
Acho muito bom. Gosto de brincar com todos, contar muita piada, e aceito todas as brincadeiras.

Quais as dificuldades que enfrentou na Ferrinha?
F:
Eu particularmente nunca tive dificuldades na Ferroviária.

Qual foi sua primeira viagem? E a mais inesquecível. Por quê?
F:
A primeira viagem foi para São Paulo, num jogo contra o Santo André. A mais inesquecível foi a viagem de volta de Bragança Paulista, porque fomos campeões, foi só alegria.

Você diz que é o melhor motorista do Brasil. É apenas modo de dizer?
F:
Modestamente não é apenas modo de dizer, eu me acho o melhor motorista do Brasil (risos).

Quais os piores estádios para levar a delegação da Ferrinha? Fale um pouco da estrutura dos vestiários de outros estádios?
F:
Piores estádios não, alguns tem vestiários apertados e não tem local seguro para deixar o ônibus.

Já foi multado levando a delegação grená? Quantas vezes?
F:
Sim. Uma vez.

Já colidiu o ônibus? Qual o pior momento que passou dirigindo?
F:
Graças a Deus nunca. O pior momento foi numa viagem para a cidade de Santos, pois houve um grande temporal e muita neblina na descida da serra. Rezei muito junto com o Bazzani.

Qual sua relação com os ônibus do clube? Você tem xodó pelos carros que dirige, não tem?
F:
Depois da minha família, o ônibus é minha principal preocupação. Tenho muito xodó, principalmente do ônibus.

O que você espera do time na Série A-2 deste ano?
F:
Espero um time guerreiro e competitivo.

Quais os adversários que você considera difíceis na próxima Série A-2?
F:
Todos os adversários serão difíceis, mas achoq eu duas equipes fortes serão o Santo André e o Mogi Mirim.

Quais os maiores ídolos da Ferroviária em sua opinião?
F:
Todos são meus ídolos. Mas posso estacar o Bazzani e o Pio.

Dê um recado para a torcida da Ferroviária voltar ao estádio.
F:
Que a torcida da Ferroviária seja o 12º jogador, porque com o grande apoio da torcida vamos levar a nossa querida Ferrinha para a 1ª divisão onde é o seu lugar!