Patrocinadora do Palmeiras tem contas bloqueadas pela Justiça; veja detalhes

Apesar da decisão judicial contra a holding Fictor, Verdão comunica que pagamentos seguem em dia

Empresa sofre um bloqueio judicial em meio a atrasos junto a investidores; veja contrato com Palmeiras e valores

Camisa Palmeiras patrocínio Fictor
Marca é estampada no uniforme alviverde desde 2025 (Foto: Divulgação - SEP)

São Paulo, SP, 30 – Patrocinadora do Palmeiras desde o ano passado, a Fictor tem atrasado pagamentos a seus investidores. Nesta sexta-feira, sofreu bloqueio cautelar em suas contas após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

VALORES DO ACORDO

Por enquanto, as parcelas referentes ao contrato de patrocínio da empresa com o Palmeiras estão em dia, segundo informou o clube à reportagem. A Fictor paga anualmente R$ 25 milhões ao Verdão para exibir a marca nas costas das camisas — dos times principais masculino e feminino — e na propriedade máster, além das costas dos uniformes das categorias de base. O valor pode alcançar R$ 30 milhões, a depender de bônus por metas atingidas.

O acordo de três anos também envolve os naming rights de um torneio sub-17 organizado pelo clube paulista, que passou a se chamar Copa Fictor. O certame foi conquistado pela equipe alviverde na última quinta-feira (29). O time masculino profissional do Palmeiras tem outros cinco patrocinadores e fatura, anualmente, pouco mais de R$ 150 milhões em valores fixos com patrocínios.

Camisa Palmeiras patrocínio Fictor
Marca é estampada no uniforme alviverde desde 2025 (Foto: Divulgação – SEP)

NEGOCIAÇÕES POLÊMICAS

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor se envolveu numa polêmica. A empresa tentou comprar o Banco Master por R$ 3 bilhões, às vésperas da liquidação da instituição pelo Banco Central e da prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Master.

A holding financeira chegou a anunciar que o acordo para a aquisição do Master envolvia um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos – que seriam, segundo ela, responsáveis por mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. Anúncio, porém, nunca deixou claro quem seriam exatamente esses investidores. O Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte ao anúncio do acordo.

A empresa tinha como sócios principais Rafael Góis, Rafael Paixão e Phillippe Rubini – atualmente, apenas Góis segue na sociedade. Da camisa do Palmeiras a prédios de apartamentos no Rio de Janeiro, passando pelo atletismo brasileiro, a holding fundada em 2007 atua ainda nos setores financeiro, de infraestrutura, energia e de negociação de alimentos; em 2024, o grupo teve faturamento de R$ 3,5 bilhões.

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