Patinação Artística busca sua valorização no Brasil

Esporte de origem européia, a patinação artística deriva da patinação no gelo

A patinação artística ainda é um esporte pouco popular no Brasil, o que dificulta a obtenção de patrocínios e apoio para os atletas.

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Campinas, SP, 04 (AFI) – A patinação artística ainda é um esporte pouco popular no Brasil, o que dificulta a obtenção de patrocínios e apoio para os atletas. Patinadores e técnicos acreditam que se o esporte passasse a fazer parte das olimpíadas ganharia um maior reconhecimento e assim atrairia investimentos e praticantes da modalidade.

Esporte de origem européia, a patinação artística deriva da patinação no gelo. Na medida em que os patins ganharam lâminas que possibilitaram maior velocidade e movimentação aos praticantes do esporte, surgiu a patinação artística – competições criativas –, que consiste em desenhar, com as lâminas, no gelo.

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No Brasil, o esporte chegou como forma de recreação praticado em praças e parques das grandes cidades. E só passou aos clubes sociais em meados da década de 50, quando o grupo norte-americano Skatins Vanities se apresentou no país, o que contribuiu para a expansão da modalidade.

O primeiro Campeonato Brasileiro de Patinação Artística foi em 1957. A partir de então, a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP) passou a organizar torneios e o país começou a participar com maior frequência em competições internacionais, sem resultados significativos, com exceção das medalhas conquistadas nas últimas edições do Pan Americano. O principal representante do esporte no Brasil é Marcel Sturmer, três vezes campeão pan-americano e com 15 títulos na carreira.

A patinação artística tem cerca de dez formas de disputa, as mais conhecidas são: a livre, o solo por casal e a dança. Na livre, os competidores fazem duas apresentações individuais, uma com duração de dois minutos e outra de quatro minutos.

A nota é dada a partir de cada apresentação, que somadas dão o resultado final; no solo por casal, os atletas seguem as mesmas regras da individual, a única diferença consiste no tipo de manobras possíveis a partir da interação entre os patinadores; e a dança, no qual o casal representa a música escolhida, sem poder fazer acrobacias. Nesse caso a qualidade da dança é o que deve prevalecer.

Estudante de Jornalismo
Helena Mayrink (foto), 18 anos, é estudante de jornalismo e pratica patinação artística há três anos e meio no clube Monte Sinai, localizado na Grande Tijuca, bairro do Rio de Janeiro. Helena ganhou uma medalha de bronze no campeonato estadual de 2010, pela equipe Fetins. A atleta, que precisou se afastar do esporte durante um ano, por causa dos estudos, voltou a praticá-lo há nove meses, motivada pelos benefícios que o esporte traz.

“A patinação melhora o condicionamento respiratório, aumenta a resistência muscular e também desenvolve agilidade e o equilíbrio”, explica Helena. Além disso, a patinadora aponta como o esporte é responsável por uma mudança significativa na aparência. “Minha postura melhorou muito. A patinação ainda trabalha a musculatura dos braços, pernas, região glútea e exercita as costas. O esporte contribui para que as meninas se sintam mais bonitas e delicadas”, completou Helena.