Parte da Fonte Nova cede, mata sete e fere mais de 100
Salvador, BA, 25 (AFI) – A festa pelo acesso do Bahia à Série B durou poucos minutos. Momentes antes do término do jogo, aos 35 minutos do segundo tempo, e agravado ao apito final, do empate sem gols com o Vila Nova-GO, uma tragédia tomou conta da Fonte Nova, que recebeu, neste domingo, 60 mil torcedores. Uma parte do anel superior do estádio (dois degraus de arquibancada), onde fica concentrada a torcida organizada Bamor, cedeu às comemorações e deixou sete mortos, além de mais de 100 pessoas feridas.
As pessoas que sofreram o acidente caíram de uma altura referente a um prédio de cinco andares e foram parar do lado da rua do estádio, em frente a um colégio estadual anexo ao estádio. A Polícia Técnica já está no local fazendo a perícia. Os corpos desfigurados estão sendo levados para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. Seis torcedores foram removidos pela UTI e correm sério risco de vida.
O Instituto Médico Legal não divulgou os nomes das vítimas, prometendo fazê-lo somente após o aviso prévio aos familiares dos mesmos. No momento da queda, seis morreram logo de cara. As outras duas pessoas não resistiram aos ferimentos e sequer tiveram tempo de serem atendidas.
O ocorrido cancelou as comemorações oficiais pelo acesso. Trios elétricos já estavam nas ruas à beira do Dique de Itororó, mas, à medida que os organizadores viram o tamanho da tragédia, começaram a cancelar as apresentações. Alambrados (foto) também cederam, devido a invasão dos torcedores ao término da partida que garantiu o acesso do Bahia.
Os portões foram abertos após o jogo, porque havia muita gente do lado de fora do estádio. No gramado, houve muita correria, com atos de vandalismo, como a destruição de placas de publicidade e até mesmo o gramado. Os jogadores, ao sentirem a fúria da torcida, se refugiaram nos vestiários.
Entre as pessoas mortas, estavam cinco homens e três mulheres. A situação da Fonte Nova é muito precária e a queda ocorreu pela superlotação do estádio. Depois do fim da partida, centenas de torcedores invadiram o estádio para participar da comemoração.
Massa tricolor
Na fase final, as bilheterias do Bahia sempre bateram na casa dos 60 mil pagantes – o Tricolor de Aço levou 59.917 pagantes diante do ABC/RN (3 a 0), 59.599 no empate contra o Atlético (1 a 1), 59.586 pessoas também no empate diante do Bragantino (2 a 2) e dos 58.695 torcedores na vitória sobre o Crac (1 a 0). Dos dez maiores públicos da Série C, o Bahia teve nove na Fonte Nova – o 10º maior público é Vila Nova 2 x 2 Atlético, em 30 de setembro (24.786 pagantes). Neste domingo, foram 60.007 espectadores.
Sindicato de Arquitetura e engenharia já
tinha alertado sobre o perigo na Fonte Nova
Festa em Bragança Paulista
Em Bragança Paulista, a “terra da lingüiça”, a festa também foi muito grande. Mas em proporções bem menores, a começar pelo público presente ao Marcelão, em torno de sete mil espectadores. Após o jogo, os jogadores nem tomaram banho, subiram num caminhão improvisado e desfilaram nas principais ruas da cidade. Atrás do caminhão seguiu apenas um ônibus de som.
O Bragantino também garantiu o acesso ao vencer o Barras, por 3 a 1, assumindo a liderança isolada da fase final, com 26 pontos. Assim, antecipou a vaga à Série B com uma rodada de antecedência.





































































































































