Parceria bem ‘amarrada’ é um bom negócio para o Guarani

Clube deveria preservar o departamento amador

Parceria bem ‘amarrada’ é um bom negócio para o Guarani

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A coluna Informacão está imperdível, sem focar assuntos sobre esse quadrúpede. Como não conferir uma galinha que se recusa volúpia sexual de um galo, e aí se finge de morta? E o burro que move o arame da porteira para escapar de seu espaço?

No áudio Memórias do Futebol o focalizado é o saudoso volante Zequinha, do Palmeiras.

É inegável que desde a chegada de Luciano Dias no Guarani a incidência de erros em contratações de jogadores foi menor de que os acertos.

Dias trocou a trabalho de campo como treinador pela função de gerente de futebol, e avalizou alguns bons negócios para o clube, até porque o Guarani não dispõe de um dirigente sequer com aptidão para o futebol.

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À distância, a percepção é que não estorvam, ou estorvam menos que o tolerável. Por isso o time tem caminhado com acessos, atingido patamares de Paulistão – ano que vem – e campanha sem sustos no Campeonato Brasileiro da Série B.

Outrora defendi, neste espaço, que os dirigentes optassem pela terceirização no futebol e cuidassem apenas de assuntos administrativos.

Como Dias tem dado respaldo imaginável ao futebol do clube – embora tenha que engolir sapo de empresários que põem jogadores no elenco – é razoável se propor agora parceria com grupos interessados, de forma que o clube tenha participação direta em contratações de jogadores.

Claro que mais sensato de que se projetar retorno financeiro nos negócios, uma junta jurídica do Guarani precisa amarrar bem o contrato na parceria, pra não se ferrar num eventual rompimento litigioso.

CATEGORIAS DE BASE

Amarração por inteiro do futebol na parceria não seria a mais recomendável.

O Guarani deveria preservar a sua categoria de base, desde que tenha projeto pra resgatar valores do passado.

Reformulação geral no departamento é imprescindível, até porque ultimamente não se colhe fruto do trabalho ora realizado.

Apesar de a Lei Pelé ter protegido empresários de futebol e prejudicado clubes, não dá pra engolir que seja impossível formar em casa – e sem amarraduras contratuais – jogadores nível Série B do Brasileiro para as laterais, volantes e pelo um atacante de beirada.

Será que no departamento amador do Guarani não tem gente pra tirar a bunda da cadeira e rodar esse interiorzão a procura de ‘pedras precisos’ a serem lapidadas?

Seja como for, o Guarani tem avançado no processo de reconstrução, após o colocarem no fundo do poço.

Problema é que o torcedor é impaciente e quer as coisas para ontem.

Calma, gente. Um dia o poeta lembrou que ‘devagar também se vai ao longe’.