Paranaense: Athletico "peita" TJD-PR e Coritiba quer vitória por W.O
A diretoria do Furacão não vendeu ingressos para os torcedores do Coxa e pode ser punida
A diretoria do Furacão não vendeu ingressos para os torcedores do Coxa e pode ser punida
Curitiba, PR, 29 (AFI) – A bola nem rolou para tradicional Atletiba marcado para essa quarta-feira, na Arena da Baixada, pela quarta rodada da Taça Barcímio Sicupira Júnior (equivalente ao primeiro turno do Campeonato Paranaense), mas já vem dando o que falar nos bastidores.
Toda a polêmica começou na noite da última segunda-feira, quando o Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) determinou que o Athletico-PR cedesse um espaço para a torcida do Coritiba na Arena da Baixada. O prazo para o início das vendas dos ingressos era até o meio-dia desta terça-feira.

No entanto, o Athletico-PR “peitou” a decisão do TJD-PR e anunciou que o clássico será realizado com torcida única. Desde maio do ano passado que o Furacão não está vendendo ingressos e nem separando um setor para a torcida visitante. A medida foi tomada em conjunto ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) com o objetivo de diminuir os gastos do Estado e também a violência.
Nesta terça-feira, após o Athletico-PR não iniciar as vendas para os torcedores visitantes, a Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) pediu que o clássico fosse realizado com os portões fechados. Já o Coritiba quer a vitória por W.O, a intedição da Arena da Baixada e a suspensão do presidente do Furacão, Luiz Sallim Emed.
RESPALDADO PELO MP-PR
O Athletico-PR se manifestou sobre o caso nesta terça-feira através de uma nota publicada em seu site oficial e assinada pelo Dr. Maximiliano Ribeiro Deliberador, da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor. Veja abaixo alguns pontos destacados pelo MP-PR.
– A Justiça Desportiva, apesar do nome, não faz parte do Poder Judiciário nem possui qualquer vinculação com o Estado. Sua composição se dá por indicação da Federação Paranaense de Futebol, OAB, clubes, jogadores, atletas e árbitros, para mandato de quatro anos
– No último ano, em duas oportunidades, a proposta de não separar as torcidas foi questionada junto ao Poder Judiciário, que, por sua vez, reconheceu a legalidade do que prevê o projeto-piloto proposto pelo Ministério Público, de não reservar espaço para a torcida visitante
– O MPPR reitera que o projeto-piloto proposto – que no Athletico já foi incorporado às práticas do Clube – busca, resumidamente, reduzir as ocorrências de atos de violência entre torcidas rivais dentro e fora dos estádios e, consequentemente, a quantidade de efetivo policial necessário nos dias de jogos





































































































































