Parabéns! Time da Copa Paulista completa 95 anos. Veja!

Americana, SP, 04 (AFI) – Nesta segunda-feira, o Rio Branco Esporte Clube, de Americana, completa 95 anos de fundação. Com uma dívida de cerca de R$ 15 milhões, menor número de sócios de sua história, amargando a Série A2 do futebol paulista depois de quase duas décadas de Série A1 e sem um presidente eleito por falta de candidatos, o torcedor alvinegro não tem muito que comemorar.

Mas as coisas podem começar a melhorar. Afinal, o departamento de futebol do clube foi terceirizado por uma empresa forte e a enorme dívida, ao menos não progride. Além disso, em 2008, o clube foi vice-campeão da Copa São Paulo de Juniores e viu um dos seus muitos atletas revelados, Marcos Senna, brilhar na Eurocopa deste ano.

Em sua trajetória no futebol, o Tigre se orgulha de ter ficado 17 anos ininterruptos na primeira divisão paulista e ter uma das categorias de base mais fortes do país, tendo revelado vários craques como: Macedo, Souza, Marcos Assunção, Flávio Conceição, Mineiro, Marcos Senna, Zinha, Sandro Hiroshi, Thiago Ribeiro, Igor, Anaílson, Fabiano, Robert, Rafael Toledo, Thiago Vieira, Gustavo, Heleno, Charles, Alexandre, Pena, Marcinho, Careca, Alexandre Dorta, Marcio Rocha e tantos outros.

Há vários anos, além do futebol, o Rio Branco mantém ainda equipes disputando diversas modalidades amadoras.

No sábado, em sua Sede Social, o clube realiza o tradicional baile de aniversário, com a expectativa de receber 500 convidados entre sócios, ex-atletas, autoridades, imprensa e convidados.

Um pouco da história
O time começou sendo chamado de Sport Club Arromba, com sua primeira diretoria composta pelo idealizador João Truzzi e mais 26 membros. Em 1917, houve a primeira mudança de nome, passando para Rio Branco Football Club, em homenagem ao Barão de Rio Branco. Finalmente, em 1961, o clube passou à denominação que prevalece até hoje, de Rio Branco Esporte Clube.

As primeiras conquistas do futebol ocorreram em 1921, com os títulos de campeão da Região e campeão da Zona Paulista. Suas principais glórias estão registradas em 1922 e 1923, com o bicampeonato do Interior, fato que garantiu ao Tigre a disputa do título estadual com o Corinthians, resultando no vice-campeonato nas duas oportunidades. Em 1948, o clube chegou ao pentacampeonato da Zona Paulista.

Desativado desde o final da década de 40, o Rio Branco voltou a ter uma equipe de futebol profissional graças à fusão entre Rio Branco e Americana E. C. (ex-Vasco da Gama), que ocorreu em abril de 1979, aprovada por votação em Assembléia Extraordinária. A partir daí, o Tigre jamais abandonou o futebol profissional.

Ainda naquele ano, participou da Divisão Intermediária (2ª Divisão) – primeiro campeonato disputado como Rio Branco Esporte Clube. Em 13 de maio de 1979, sob a direção do técnico Luís Bocucci Filho, realizou seu primeiro jogo enfrentando o Noroeste. Começava ali a trajetória rumo a 1ª Divisão do Futebol Paulista.

Em 1990, o time conseguiu seu maior feito depois dos áureos tempos da década de 20. Empatando por 0 a 0 com o Olímpia, e sagrando-se vice-campeão da Divisão Intermediário, o Rio Branco conquistou o direito de disputar a 1ª Divisão do Futebol de São Paulo, e trouxe para o povo americanense uma de suas maiores alegrias.

Ao longo deste ano foram 40 partidas, sendo 24 vitórias, nove empates e sete derrotas. O Rio Branco teve então, o direito de disputar o Grupo B da 1ª Divisão.

Em 1992, depois de estrear na 1ª Divisão, o Rio Branco consegue figurar entre as melhores equipes do Estado de São Paulo, subindo para o Grupo A. Nesse mesmo ano aconteceu a desvinculação do futebol amador do departamento de esportes amadores, passando a integrar a diretoria de futebol profissional.

Os anos de 1993 e 1994 podem ser classificados como “anos de glória” do Rio Branco Esporte Clube. Foram anos de muitas conquistas, boas posições em campeonatos e gratas revelações. O ano de 1993, especificamente, foi marcado pela classificação da equipe profissional para a disputa do octogonal final do Paulistão, terminando em sexto lugar, atrás apenas dos considerados grandes times da Capital.