PARABÉNS! "Parça" de Pelé no Santos completa 80 anos nesta quarta-feira
O Canhão da Vila, como ficou conhecido pela potencia de seu chute, nasceu em 25 de fevereiro de 1935, na Rua João Pessoa nº 255, em Santos
Pepe, ex-jogador do Santos e ex-treinador, completa 80 anos de idade nesta quarta-feira
Sorocaba, SP, 25 (AFI) – Pepe, ex-jogador do Santos e ex-treinador, completa 80 anos de idade nesta quarta-feira. Filho do comerciante José Macia e da dona de casa Clotilde Arias Macia, ele deveria se chamar José Macia Filho, mas por um engano na hora do registro ficou só como José Macia. Ele foi um dos “parças” de Pelé.
O Canhão da Vila, como ficou conhecido pela potencia de seu chute, nasceu em 25 de fevereiro de 1935, na Rua João Pessoa nº 255, em Santos, em uma segunda-feira de carnaval e teve dois irmãos, Sílvio e Mário, já falecidos. Casou-se em 17 de julho de 1964 com Lélia Serrano Macia, com quem teve quatro filhos – Alexandre, Maria Clotilde, Gisleine e Rafael.
Contrariando a vontade do pai, que dizia que jogador de futebol era vagabundo e baladeiro, chegou ao Santos em maio de 1951 como meia esquerda e já no seu primeiro treino agradou Salu, o treinador do infantil. Neste mesmo dia assinava seu primeiro compromisso com o Peixe. Com 19 anos, já como ponta esquerda, estreou no time principal em um amistoso contra o Guarani de Campinas, na Vila Belmiro, em fins de 1954.

Hoje aposentado, o jogador destaca três partidas marcantes em sua trajetória como atleta. Em 1955, em seu primeiro ano de profissional, Pepe revezava posição com o experiente ponteiro Tite e o Santos empatava em 1 a 1 com o Taubaté, na Vila Belmiro, partida valida pela ultima rodada do Paulistão.
No segundo tempo, com um tirambaço de fora de área, Pepe marcou o gol da vitória dando o titulo do Estadual ao Peixe, titulo que o Santos FC não conquistava há 20 anos. Era o começo da história do Peixe que se tornaria conhecido mundialmente, que até então, era um time que começava a incomodar os “grandes”, mas que antes se contentava em disputar a quinta ou sexta colocação do Campeonato Paulista com o Ypiranga, de São Paulo.
Outra partida inesquecível foi à fantástica vitória de 7 a 6 contra o Palmeiras, no Pacaembu, válida pela terceira rodada do Rio-São Paulo de 1958. O Santos perdia de 6 a 5 até os 38 minutos do segundo tempo, Pepe que já havia feito o quarto gol, fez o sexto e o sétimo gol do alvinegro praiano, no jogo que entrou para a história por conta dos cinco infartos entre os torcedores que não aguentaram a emoção de tantos gols e viradas no placar.
A terceira partida que Pepe destaca foi a final do mundial de clubes de1963, quando o Santos venceu o Milan de virada, no Maracanã. O Peixe perdia por 2 a 0 e o time italiano se tornaria campeão mundial com o empate. O Santos virou para 4 a 2, com dois gols de Pepe, o primeiro e o quarto gol.
Pepe ficou conhecido pela sua habilidade em bater faltas, principalmente pela força em que tinha nos pés e nos 15 anos que defendeu a camisa do Peixe, atuou em 750 partidas, marcando 405 gols, sendo um deles entrou para o a arquivo santista como o gol de numero cinco mil da historia do clube.

Mesmo jogando com artilheiros natos como Pelé e Coutinho, conseguiu marcar muitos gols com a camisa do Santos. Além de Pelé, apenas dois jogadores marcaram mais gols que Pepe por um único clube. Roberto Dinamite marcou 620 gols pelo Vasco da Gama e Zico, que marcou 500 gols pelo Flamengo.
Pepe conquistou 27 taças pelo Santos FC, sendo onze estaduais, seis nacionais, quatro torneios Rio-São Paulo, uma Recopa Mundial e outra Sul-Americana, além das Libertadores e Mundiais de 1962 e 1963, junto com Pelé & Companhia. O ex-ponta esquerda é o vigésimo terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira de Futebol com 22 gols, com a qual conquistou os mundiais de 1958 e 1962.
Depois de encerrar carreira como jogador em 1969, retornou à Vila Belmiro como treinador por cinco vezes, do começo dos anos 70 até a metade da década de 1990. Neste meio tempo, ele treinou clubes no Japão, Portugal, Peru e, nos Emirados Árabes. Seu único título pelo Santos FC como técnico foi o Campeonato Paulista de 1973.
Ainda como técnico, além do Santos, foi campeão cearense com o Fortaleza, campeão paulista e da Série B do Brasileiro com a Inter de Limeira, campeão brasileiro com o São Paulo FC, bi-campeão japonês com Verdy Kawasaki, campeão da Série B do Brasileiro com o Atlético Paranaense, entre outros. Encerrou carreira como treinador da Ponte Preta, de Campinas, em 2006.





































































































































