Pará: Tuna do Tostão revela seus segredos

Belém, SP, 16 (AFI) – O técnico ganha cerca de R$ 1 mil; o zagueiro titular, exatos R$ 350; o lateral joga futebol de salão para conseguir uma renda extra. Estes são apenas alguns dos personagens que compõem o roteiro de sucesso da Tuna Luso no Campeonato Paraense. A equipe, que garantiu vaga na decisão do primeiro turno após desbancar o favorito Remo na semifinal, se orgulha de ter chegado longe mesmo imersa em limitações financeiras e rodeada de desconfiança.

Hoje, a Tuna gasta cerca de R$ 20 mil por mês para manter o seu elenco profissional e a comissão técnica. O valor corresponde a um pouco mais do que o Remo paga mensalmente ao zagueiro Magrão. A título de comparação, o jovem zagueiro Hallysson, titular absoluto da Águia, fatura um salário mínimo por mês, quantia semelhante ao que ganha Cassiá, lateral-esquerdo que também é atleta de futebol de salão do Remo.

Mesmo com a folha salarial enxuta, a Águia ostenta uma campanha no Paraense de dar inveja. Em dez jogos, soma cinco vitórias, quatro empates e uma derrota. Tem a melhor defesa do torneio (cinco gols sofridos) e ainda o segundo ataque mais goleador (balançou as redes onze vezes).

Segundo o treinador tunante Carlos Lucena, o segredo deste sucesso está exatamente na humildade dos jogadores. E não apenas na questão salarial.