Para pagar salários, Portuguesa "ressuscita" inimigo político

Mesmo estando na oposição, dirigente emprestou dinheiro para o pagamento de salários no Paulistão

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São Paulo, SP, 28 (AFI) – A Portuguesa tem sido obrigada a recorrer a dirigentes do passado para manter as contas em dia no Campeonato Paulista. Figura lendária nos bastidores da Lusa, o ex-vice-presidente Luis Iaúca, emprestou dinheiro ao clube para o pagamento do salários do elenco do mês de fevereiro.

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Iaúca é considerado inimigo político do atual grupo que comanda a Portuguesa. Mesmo assim, o presidente Ilídio Lico foi obrigado a “vender a alma” e perdir o empréstimo. A Portuguesa tem dificuldades para gerar receitas, já que tem receitas bloqueadas por causa de uma série de dívidas.

Vice-presidente e homem de confiança de Manuel da Lupa, antigo presidente da Lusa, Iaúca comandou o futebol da Portuguesa por cerca de seis anos. Ele pediu afastamento do cargo, em 2012, após o rebaixamento para a Série A2 do Paulista. Iauca, no entanto, seguiu ligado ao clube como membro nato do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Empréstimos polêmicos
A Portuguesa tornou comum a prática de empréstimo junto ao Banif, que era comandado por um dos conselheiros mais influente da Lusa, Julio Rodrigues, desde 2008. O presidente Manuel da Lupa (foto), sua esposa, Maria de Fátima Fernandes Ferreira e o ex-vice-presidente de futebol, Luís Iaúca, tomavam o dinheiro em seus nomes e repassaram à Lusa.

Como garantia dos empréstimos, os dirigentes deixaram a sede social do clube, avaliada em cerca de R$ 90 milhões, direitos econômicos de mais de 30 jogadores e contratos de TV e publicidade. Esta manobra utilizada pelos dirigentes é considerada de acordo com a Lei Pelé e pode complicar o futuro da equipe.