Para o experiente Sérgio Carvalho, ser jornalista ou cronista esportivo é um sacerdócio

Nós lidamos com a paixão do torcedor e procuramos informá-lo de uma maneira séria e profissional, sobre o que ocorre com seu clube de coração.

É uma missão difícil, porque esse torcedor, envolvido pelo seu excesso de paixão, muitas vezes vê em nossos comentários ou colocações, uma agressão ao clube que tanto amam

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Campinas, SP, 9 (AFI) – Meu amigo Elcio Paiola, nosso competente editor, me pediu para falar alguma coisa sobre o CRONISTA ESPORTIVO, que tem neste dia 9 o seu dia comemorativo. O que posso dizer é que ser jornalista ou cronista esportivo é um sacerdócio. Nós lidamos com a paixão do torcedor e procuramos informá-lo de uma maneira séria e profissional, sobre o que ocorre com seu clube de coração.

Rádio FI: sucesso na Web com Ednaldo Vince e Manoel Messias

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É uma missão difícil, porque esse torcedor, envolvido pelo seu excesso de paixão, muitas vezes vê em nossos comentários ou colocações, uma agressão ao clube que tanto amam. Não são poucos aqueles que nos escrevem e nos xingam ou criticam com veemência, porque criticamos um de seus ídolos ou a atuação de seu time num dos jogos dos campeonatos que disputa.

Lógico que lamentamos os exageros, mas sabemos respeitar aqueles que nos acompanham em nossas matérias ou em nossas colunas. Quando comecei, o jornalismo esportivo era a “cozinha” do jornal. O material que falava de esporte, era colocado sempre nas últimas páginas, sem muito destaque e sem chamadas na primeira página. Mas o tempo passou e nosso trabalho foi reconhecido.

GRANDE COBERTURA
Hoje, em todo o Brasil, jornais, emissoras de rádio e tv além de sites especializados fazem uma cobertura diária e completa de tudo o que acontece nessa área. Não são poucos os leitores que

Portal FI: pioneiro no futebol através da internet

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assim que compram um jornal, abrem logo nas páginas esportivas. Passou a ser quase uma obrigação. E em muitos casos, o esporte e em particular o futebol toma o espaço que antes era dedicado à política, a polícia, ou a outros assuntos que eram julgados mais importantes.

Quando estive no Diário Popular (depois batizado de Diário de São Paulo) os leitores que eram pesquisados diziam sempre que a primeira coisa que liam no jornal era a página esportiva.

Hoje, sites como o FUTEBOL INTERIOR atendem milhares e milhares de leitores, todos apaixonados e muito interessados pelo noticiário esportivo por ele publicados. O Portal FI é um órgão revolucionário, que está de pé há quase 16 anos.

LEITORES VIRAM INTERNAUTAS
De “cozinha” do jornal, nos transformamos em alguns momentos até no assunto principal do dia. Uma cobertura do hexacampeonato do Corinthians por exemplo, teve muito mais leitores do

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que qualquer outro assunto, mesmo os políticos que tem agitado tanto Brasília, a capital federal, nos últimos meses.

É a prova de que o esporte hoje faz parte importante da vida dos brasileiros. O jornalismo esportivo superou as barreiras e transformou-se num dos assuntos mais acompanhados e debatidos pelos leitores, ouvintes ou telespectadores de todo o Brasil. Por isso, em nome do nosso SITE, quero abraçar aqui todos os meus queridos companheiros que hoje comemoram seu dia. O Dia do Cronista Esportivo.

Parabéns, companheiros. Mais do que ninguém, vocês merecem essa homenagem. Porque foi graças ao seu trabalho diário que o esporte, e em particular, o futebol, deixaram a “cozinha” e passaram a ser a “sala de estar” do jornalismo brasileiro.

Sérgio Carvalho: 50 anos de jornalismo
Sérgio Carvalho: 50 anos de jornalismo

Por Sérgio Carvalho
Com 50 anos de experiência no jornalismo esportivo, foi um dos ícones dos jornais e rádios nas décadas de 70 e 80. Acompanhou 8 copas do Mundo e várias Olimpíadas. Atualmente mora com a esposa em São José do Rio Preto, uma vez que suas duas filhas moram nos Estados Unidos, onde está com frequência.

Foi presidente da ACEESP – Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo – quando a entidade realmente representava a classe e não apenas defendia os interesses de alguns poucos – pessoas e órgãos.

Ele sugere que o Interior precisa se unir para ganhar força, dentro e fora de campo. Dentro, com os clubes. Fora, com os cronistas esportivos. Está ai uma boa ideia!