Pará havia prometido ajudar o Botafogo, mas o prejudicou na vitória do Guarani
Time bugrino vence em Ribeirão Preto por 1 a 0
Pará havia prometido ajudar o Botafogo, mas o prejudicou na vitória do Guarani
Lembram-se da fala do lateral-esquerdo Pará, na expectativa de sua volta ao Botafogo, na véspera do jogo contra o Guarani? “Vou dar o meu melhor para ajudar o Botafogo na conquista de sua primeira vitória no campeonato”.
Na prática ele fez exatamente ao contrário na derrota de sua equipe por 1 a 0, na tarde desta quinta-feira, em Ribeirão Preto, na segunda rodada do Paulistão
Fez o pior para prejudicar a sua equipe com aquela estúpida expulsão, aos 20 minutos do primeiro tempo.
Foi maldoso ao atingir a perna do bugrino Pablo, pouco acima do tornozelo, e deixou a sua equipe com dez jogadores em campo.
Considerando-se que as equipe se equivalem no plano técnico e fisicamente o Guarani se mostrou mais inteiro, o Botafogo ficou se defendendo enquanto pôde, na tentativa de não sofrer gol.
E até que o Botafogo conseguia interceptar iniciativa ofensiva do time campineiro, mas abusava dos erros de passes. Assim, não conseguia construir uma jogada ofensiva sequer, considerando-se, também, ajustes do sistema defensivo bugrino.
GUARANI MELHOROU?
Difícil diagnosticar se na prática o Guarani teve melhora significativa em relação àquele desastre da estréia na segunda-feira passada, quando foi goleado por 3 a 0 pelo Ituano.
Até a expulsão de Pará, o Guarani não havia criado absolutamente nada. Repetia o futebol previsível e lento.
Em desvantagem numérica, o Botafogo se retraiu e o Guarani passou a ficar com a bola.
Apesar disso, na prática, durante o primeiro tempo, seu time exigiu apenas uma defesa difícil do goleiro Igor, quando Renanzinho driblou um adversário e chutou cruzado, no canto esquerdo.
No mais, Igor quis se caracterizar como goleiro ‘voador’ e se esparramou desnecessariamente em defesas de lances normais, ocasião em que enganou incautos da bola, como na cabeçada fraca de Renanzinho.
RODRIGO ANDRADE
Se o Botafogo havia feito opção pra se defender, natural que já não cabiam dois volantes no time bugrino, e o treinador Allan Aal optou por sacar Bruno Silva para entrada do meia Rodrigo Andrade, de característica mais ofensiva.
Reflexo disso é que apenas um time atacava, caso do Guarani, sem que isso resultasse em claras oportunidades de gol.
Se aos seis minutos o zagueiro Fabão quase marcou contra, na tentativa de interceptar cruzamento, a insistência do Guarani foi premiada aos 15 minutos quando Rodrigo Andrade finalizou, a bola desviou no zagueiro Matheus Santos e traiu o goleiro Igor: Guarani 1 a 0.
Depois disso, Romércio teve chance de ampliar quando subiu sozinho e testou a bola pra fora, aos 20 minutos.
Já o Botafogo, sem forças, sequer ameaçou o goleiro Gabriel Mesquita quando quis atacar em busca do empate, nos minutos finais.
BRAGANTINO
Vitória, como a conquistada pelo Guarani sobre o Botafogo, serve para desanuviar ambiente e restabelecer confiança de jogadores.
Todavia, a projeção lógica é que o time vai precisar melhorar bem mais se quiser duelar com o Bragantino em condições de igualdade no domingo, em Campinas.
Futebol do lateral-esquerdo Bidu continua aquém de suas reais possibilidades. Lateral-direito Matheus Ludke continua discreto. Embora o meia Tony tenha se posicionado mais à frente, precisa se despreender do estilo enceradeira, e Pablo não tem repetido o futebol do ano passado, pois acabou até substituído – e com vantagem – pelo meia Andrigo.
Isso além do centroavante Rafael Costa, cujo rendimento pouco se diferenciou da estreia diante do Ituano.





































































































































